sexta-feira, 25 de julho de 2008

A Peregrinação do Santo Cristo

-Que dizeís? Num artefacto aéreo? Então não vamos de caravela ou de nau como sempre fazem os bravos navegadores destes nosso reino?
Assim se expressava o Capitão-Donatário, aterrado com a perspectiva de passar várias horas a uma altitude de 10 km.
-É por causa das tonturas ? – perguntou de imediato o Marquês do Rego quase preocupado mas revelando uma certa falta de sentido de oportunidade.
-Não zombeis, home herege! Sabei então que subir às alturas celestiais contitui sacrilégio, pois se trata de terras divinas a que os mortais não devem ter acesso.
-Pois, isso não sei
– reflectia o do Rego – olha lá, e se fores no porão, amarradinho às condutas de ar condiciondo e completamente às escuras, também cometes algum pecado?
-Alvitrais boa solução Sr. Marquês. Faremos como dizes mas tenho de vos impôr uma condição
sinequanon: haveis de me colocar uma mordaça porque eu costumo rezar alto nestas situações e não gostava de incomodar as pessoas que vão na cabine.

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