-Se o governo português reconheceu a independência do Kosovo, então também irá reconhecer as justas aspirações de Azeitão à auto-determinação!
O Comendador tinha posto um ar solene e olhava para o horizonte com um ar confiante e tranquilo. Tinha levado metade das férias a treinar em frente ao espelho e por isso não surpreendia que estivesse a sair-se tão bem.
-Na minha qualidade de líder azeiteiro, sinto hoje a obrigação de encarnar estas justas aspirações e conduzir o nosso povo até à independência.
Instado a pronunciar-se sobre a realização de um referendo sobre a matéria, o Comendador foi categórico:
-Não é preciso. Eu já encarnei e isso é mais do que suficiente!
-Mas não convinha ouvir o povo? - insistiu um jornalista.
-Para quê? Eu até já falei com a minha estremosa esposa que é uma s'per-líder de opinião! O povinho vai por ela, portanto está resolvido, vamos para a independência.
-E qual o sistema político que vão adoptar?
-Muito simples: eu mando no povo e a Comendatriz manda em mim. Mas como por seu lado a Comendatriz é o povo, pode-se dizer que é uma verdadeira democracia popular. O Ervilha será a oposição: silenciosa, como convém.
-Então e os restantes habitantes da terra? – questionava o jornalista.
-Para já não estão contemplados no projecto. Vamos começar com o território da Quinta da Comenda como àrea libertada e depois logo veremos.
-Mas vai ser uma República ou uma Monarquia? – insistia o outro.
-Um principado. O Principado da Comenda de Azeitão. É bonito, não é?
O Comendador tinha posto um ar solene e olhava para o horizonte com um ar confiante e tranquilo. Tinha levado metade das férias a treinar em frente ao espelho e por isso não surpreendia que estivesse a sair-se tão bem.
-Na minha qualidade de líder azeiteiro, sinto hoje a obrigação de encarnar estas justas aspirações e conduzir o nosso povo até à independência.
Instado a pronunciar-se sobre a realização de um referendo sobre a matéria, o Comendador foi categórico:
-Não é preciso. Eu já encarnei e isso é mais do que suficiente!
-Mas não convinha ouvir o povo? - insistiu um jornalista.
-Para quê? Eu até já falei com a minha estremosa esposa que é uma s'per-líder de opinião! O povinho vai por ela, portanto está resolvido, vamos para a independência.
-E qual o sistema político que vão adoptar?
-Muito simples: eu mando no povo e a Comendatriz manda em mim. Mas como por seu lado a Comendatriz é o povo, pode-se dizer que é uma verdadeira democracia popular. O Ervilha será a oposição: silenciosa, como convém.
-Então e os restantes habitantes da terra? – questionava o jornalista.
-Para já não estão contemplados no projecto. Vamos começar com o território da Quinta da Comenda como àrea libertada e depois logo veremos.
-Mas vai ser uma República ou uma Monarquia? – insistia o outro.
-Um principado. O Principado da Comenda de Azeitão. É bonito, não é?
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