A Viscondessa da Ponta Delgada está hesitante quanto à sua cadidatura à Junta de Freguesia. Por um lado receia tomar as rédeas do poder num momento de grande crise e tensão social pois não tem grande vontade de começar a ser apupada e ofendida pela populaça sempre que sair à rua. Claro que em matéria de vitupérios a populaça da Lapa é relativamente comedida e até quase cortêz. O mais ofensivo que se ouviu até hoje foram duas habitantes que há uns anos atrás chamaram possidónio e rústico a um vereador e blasé ao Presidente da Junta. Mas mesmo assim é desmoralizante e a Viscondessa não está muito para aí virada.
Por outro lado, ela tem realmente um plano estratégico para a Lapa. A visão é simples mas ambiciosa e passa por tornar este bairro a capital mundial das malinhas, tal como Paços de Ferreira já o é para o mobiliário.
No Jardim da Estrela seriam montados numerosos stands permanentes para venda das carteiras e afins enquanto que a Basílica da Estrela seria transformada num Hotel low-cost tipo Ibis ou afim para poder dar guarida aos industriais e aos numerosos visitantes esperados.
E a parte melhor é que o próprio Visconde poderia montar uma barraquinha tipo farturas para dar consultas matrimoniais a quem vier ao certame. Escusava assim de andar sempre em digressão pela provincía, o que sempre afecta o cumprimento das suas obrigações domésticas.
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