Foi hoje confirmada a compra da Jaguar pela empresa indiana Tata, o que é a todos os títulos notável e simbólico.
Toda a gente conhece os Jaguares, uns carros soberbos que conjugam a sobriedade e conservadorismo tradicionais dos automóveis de luxo britânicos com uma faceta desportiva quase própria de um Ferrari.
Em Portugal - durante o tempo das vacas gordas das indústrias de telecomunicação, media e internet - os Jaguares tornaram-se imagem de marca de executivos jovens que haviam efectuado um percurso hiper-rápido até funções de administração.
Na India têm-se fabricado Jaguares e outros carros desportivos mas normalmente são de plástico e funcionam a pilhas. Já os automóveis propriamente ditos produzidos neste país são tradicionalmente modelos ingleses de há 30 ou 40 anos atrás e portanto completamente obsoletos.
Logo, poderia pensar-se que a aquisição da Jaguar pela Tata é algo surpreendente ou insólito mas não é bem assim pois a Tata é uma empresa de dimensão colossal que está presente nos mais variados negócios e é dos melhores exemplos da pujança da economia indiana e por isso nem sequer está fazer uma jogada insensata.
Ao comprar uma marca coqueluche da Grã-Bretanha, da qual a India foi colónia até há 60 atrás, a Tata está a inaugurar uma nova era em que as empresas do ex-terceiro mundo, agora rebaptizado de emergente, passam a jogar na primeira divisão mundial. E vêm para ganhar...
quarta-feira, 26 de março de 2008
TATA e Jaguar
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