quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Capitão saiu para o mar!

Enquanto o sol se punha no oceano calmo e sem vagas, a tripulação da traineira movimentava-se na habitual azáfama da saída do porto e o Capitão-Donatário debruçava-se na alheta do barco - de olhos fechados para evitar tonturas - e “deitava a carga ao mar”.
-Tás cum azar do caraças oh D.Natário, dizia um dos mestres, ainda não saímos de Peniche e já ficaste sem o jantarinho, phone-ix!
-Tu bê lá se num sujas mazé o conbéns co bomitado
, acrescentou um velho lobo do mar nortenho, Chega-te à minha beira e agarra nas redes!
Solícito, o infeliz Capitão arrastou-se pelo convés aos solavancos sem conseguir evitar um valente trambolhão que o deixou inconsciente.
Acordou uma hora mais tarde, em terra firme e junto a um grande farol. A seu lado encontravam-se uma cana de pesca, 3 minhocas e um bilhete:
Estimado Natário,
Achámos que para teu bem era melhor esperares por aqui enquanto andamos na faina. De regresso passamos aqui a recolher-te para te levar para Peniche.
Deixamos-te apetrechos de iniciação à pesca porque estas àguas são ricas em diversas espécies e sempre podes ir tentando a sorte.
Até breve,
Patrão Antunes
PS: tu tens um raio de um nome.... nunca consigo escrevê-lo à primeira!
Levantando-se com dificuldade, apoiado na cana de pesca, o Donatário leu de relance uma placa branca próximo de si que anunciava o farol das Berlengas.

Sem comentários: