-É que queria capitalizar conhecimentos de vida noutras àreas e aceder à Universidade Nocturna.
-Ah sim, Então explique lá ...
-Bom, por exemplo tenho grande experiência de promoções. Cheiro-as à distância e conheço em detalhe as regras e as tramóias de todas elas: note que eu compro o esparguete no Pingo Doce, a lexívia no Continente e os tremoços na Praça de Alvalade. Isto é uma grande experiência de vida.
Por outro lado, tenho vasto conhecimento de rochas metamórficas e sedimentares - tanto calcárias como xistosas - e conheço em detalhe os orgão sexuais das plantas, a anatomia interna das minhocas e os rituais de acasalamento dos ouriços do mar.
Como vê, é obra. Aliás foi obra da Marquesa com quem coabito. Claro que não sei se o meu conhecimento está científicamente correcto porque a minha cara-metade é do tipo “ quando não-sabe-inventa” e ela conhece bem a minha ignorância nestes temas.
-Então e o Sr. agora diz que com esses conhecimentos sente que sabe o equivalente ao 8ºano de flauta de Bisel do Conservatório...
-De flauta lisa não! Apenas de fagote e trombone de varas. E esta equivalência é crítica para me poder candidatar ao curso que ambiciono.
-E que é...?
-Gestão Hoteleira Nocturna, vertente de Entertenimento e Lazer na Universidade Nocturna do Nuorte. E se tudo correr bem hei-de fazer investigação porque sonho com um doutoramento na Red Light University de Amesterdão.
E quando tiver concluído esta formação certamente serei promovido lá na empresa!




















