quinta-feira, 3 de julho de 2008

Duque regressa do exílio

Ao entrar para o barco, o Duque voltou a lacrimejar.
De facto, ele até tinha razões para estar nervoso ante a perspectiva de cruzar o Canal da Mancha devido aos seus proverbiais enjoos marítimos; Contudo, neste caso a razão da pieguice residia numa elegante folha de papel branco timbrado com as armas dos Comendadores de Azeitão.
A mensagem era curta e seca mas ainda assim o Duque estava muito emocionado.
Volta. Estás perdoado.
P’lo Comendador,
A Comendatriz

Eram grandes notícias, pensava o Duque enquanto pegava no saco de enjoo e começava a depositar no mesmo um pantagruélico breakfast que havia deglutido há escassa meia-hora no porto de Dover. Estava tão concentrado na mensagem que nem lamentou as £12.49 que lhe custara o pequeno-almoço.
Enquanto uma solícita funcionária do ferry lhe substituía o saquinho já repleto por um outro vazio, o Duque vislumbrou a seu lado uma pequerrucha alourada que comia bolachas com evidente apetite.
A sensação de “dejà vu era tão forte que o Duque desmaiou.

1 comentário:

Anónimo disse...

A ber se nun bumitas tudo desta bês, carago!