- Eu nunca disse que o futebol estava podre! – assegurava o Duque de Alvalade à saida do centro de estética – disse foi que tinha tinha bolor!- A sério? – questionava-se o Marquês do Rego de GPS na mão – Bom, se tu o dizes... mas a verdade é que não faz grande diferença: podridão ou bolor vai dar tudo ao mesmo!
-Nada disso! O bolor é algo com nobreza e grandiosidade, vê o caso do queijo Roquefort que é um clássico bolorento ou mesmo da penicilina que não passa também de um bolor.
-Pois, isso realmente é verdade – concordou distridamente enquanto deitava mais uma vez o rabo do ollho ao GPS.
-E agora que o Scolari se foi embora, o futebol português nem sequer está bolorento – continuou o Duque enquanto ajeitava o cachecol verde-rubro sobre uma camisa toda modernaça – mas falamos disso noutra altura que agora tenho de ir senão perco o início do jogo.
E partiu com um andar gracioso, deixando o amigo a matutar. O Marquês queria continuar a procurar aquela cache mas estava tão perplexo que não se movia. Então o Duque reconciliara-se com o futebol? Como era possível?
-Só pode ser mais uma modernice... qualquer dia ainda o apanhamos a fumar!
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