domingo, 15 de junho de 2008

Novas do Mexilhão

O Comendador sulcava os mares das Caraíbas no seu iate de 45 metros movido por potentes motores, enquanto se dedicava ao seu passatempo favorito: a pesca do mexilhão ao corrido com artes chapeleiras.

Como sempre, o nosso líder aproveitava a migração anual dos deliciosos moluscos e apanhava-os às dúzias com um panamá de marca que lançava à água preso por uma bonita encharpe que ele segurava com firmeza enquanto se dependurava das amuras da embarcação.

Com voz firme, o Comendador gritava instruções para tripulação enquanto numerosos convidados observavam com devoção a suas habilidadesa marinheiras. Alguns até o visitavam depois, à noite, no seu camorote para que no aconchego do leito lhes contasse estas e outras proezas piscatórias.

O nosso líder tinha este sonho quase todas as noites. Invariavelmente o sonho terminava com a Comendatriz a passear-se pelas ruas de Estocolmo exibindo um enorme cartaz em que anunciava a disponibilidade do marido para todo o tipo de actuações artísticas em despedidadas de solteira/o. Ao seu lado, o Comendador exibia uma pequena amostra dos seus dotes de bailarino, dançando o fandango com um barrete verde e umas boxers azuis às flores que lhe haviam sido ofertados por um amigo numa noite de devaneios inconfessáveis.

1 comentário:

Anónimo disse...

Pois é, daqui se conclui que o Comendador não tem grande queda para a faina da pesca...desconhece que existem outros instrumentos, esses sim mais adequados para a apanha do mexilhão. Mas pronto, como gosta de se mostrar e dar nas vistas utiliza todas as formas e mais algumas de o fazer. Só é pena que com essas atitudes demonstre realmente as suas fraquezas.
Agora quanto à queda para a dança, essa sim é grande, mas sempre acompanhado pela Marquesa do Rego, que após um encontro muito proveitoso com o Alvarinho galego e depois de se ter levantado da cadeira, fez umas revelações bombásticas associadas à pulga do mar!