quarta-feira, 21 de maio de 2008

Donatário inspecionado na Alfândega

-O senhor da armadura faça favor de abrir a malinha, disse o funcionário da Alfândega.
O Capitão-Donatário ainda explicou que se tratava de um alforge e não de uma malinha, o que para o efeito não fazia diferença nenhuma mas sempre evitava confusões com os apetrechos da Viscondessa, do Duque e do Marquês.
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Sabei ilustre funcionário aduaneiro que neste alforge apenas carrego um cacho de fruta insular que hei por bem ofertar a minha Moura.
E de facto, o cacho não tardou a sair da sacola. O cacho, ou o que dele restava, pois durante o voo o Donatário sentiu uma grande fraqueza e devorou a maior parte das bananas.
Ao ver a fruta do Donatário, o funcionário disse de imediato que podia seguir à sua vida pois bananicas daquele tamanho teriam de ser da Madeira e por isso não estavam sujeitas a imposto aduaneiro.

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