segunda-feira, 26 de maio de 2008

O Visconde meteu-a no porta-bagagens

Enquanto lá a atrás na bagageira a Viscondessa se debatia com a camisa-de-forças e a mordaça, o consorte conduzia descontraídamente pela Avenida de Roma, apreciando uns momentos de paz e sossego.
Parou na Mexicana para beber um chá de tília e comer um duchaise, enquanto folheava o Correio da Manhã, periódico que muito apreciava.
Ostentava um sorriso seráfico que manteve mesmo quando o funcionário da pastelaria o veio avisar que diversos transeuntes se haviam juntado à volta do seu carro devido aos ruídos estranhos que se ouviam no interior.
-Não se preocupe, deve ser a gata. A minha prima foi de férias e pediu-me para a guardar mas como ela é muito assanhada tenho de a manter trancada. Já agora, faça-me também uma torradinha em pão de forma mas com pouca manteiga e embrulhe-me uns pastelinhos de nata para levar. Pouco queimados, se faz favor!

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