Foi numa manhã chuvosa que o Capitão-Donatário aterrou em Lisboa, após muitas semanas de ausência, sempre em busca da grande truta ou algo que fosse equivalente. Mas como a Odisseia lhe fora dolorosa, assim que pisou o solo do Continente, o Capitão prometeu nunca mais se dedicar às artes piscatórias e passar a dirigir-se aos comerciantes especializados no assunto sempre que pretendesse obter um espécime de grandes dimensões - mesmo quando este se destinasse a impressionar a sua Moura.
Era um pouco irónico mas o Capitão até já tinha fisgado algum peixe de dimensão aceitável enquanto estivera nas Berlengas mas a necessidade obrigou-o a alimentar-se do produto da sua pescaria.
Depois de resgatado pelo helicópetero da Marinha, o Donatário ainda passara umas semanas em Câmara de Lobos retemperando-se das agruras das Berlengas, no entanto desconhecem-se detalhes deste período, designadamente se apanhou algum peixe de dimensão apreciável.
1 comentário:
Donatário era título que na organização colonial portuguesa é dado à pessoa a quem era concedida a donataria de um determinado território, numa concepção tardo-feudal que implicava que o poder do rei era delegado nessa pessoa, que, a troco do pagamento de determinadas imposições, recebia o encargo de administrar esse território, procurando a sua colonização e o aproveitamente dos seus recursos.
Em muitos casos as donatarias eram hereditárias, seguindo a sua transmissão, embora com algumas excepções, a lei sálica.
Dada a penosidade da vida nos territórios doados, era comum a sua divisão em capitanias, em cada uma das quais o donatário se fazia representar por um capitão do donatário, cargo a maior parte das vezes, particularmente quando as donatarias eram incorporadas na coroa, também hereditário.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Donatario"
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