terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Comendador e a crise financeira

Raramente participo neste espaço, onde já fui ofendido e vilipendiado por dizer verdades inconvenientes. Porém hoje acho importantante voltar a fazê-lo pois a situação é dramática.
A crise nos mercados financeiros tem estado a devastar profundamente a economia Azeiteira e neste momento já diversos comerciantes tiveram de fechar portas devido à quantidade de calotes em que se meteram por terem vendido a fiado a clientes que hoje estão completamente tesos.
Ao contrário do que possa pensar estes últimos não ficaram em tal estado devido ao consumo de Viagra falsificado adquirido na Internet. Foram sim, vítimas de outros caloteiros que também não lhes pagam ou que lhes pagaram com cheques de terceiros, endossados 3 e 4 vezes e totalmente carecas (isto apesar de alguns dos cheques estarem visados pelo Bardalhoca Bank - que como sabem acaba de falir e ser comprado por tuta e meia pelo Pity Bank).
Por exemplo, na tasca do Jimbrina - que o Comendador frequenta às escondidas da esposa - já não há café porque o fornecedor fechou portas a semana passada, e acabou-se o bagaço devido a ter sido descoberto pelos clientes que a dita bebida também serve para atestar os depósitos das motorizadas e sai muito mais barato que a mistura de 2 Tempos que costumavam comprar à Galp.
A D.Creolina que abastecia de ovos frescos e caseiros a casa dos Comendadores e muitas outras residências fidalgas da terra, deixou de ter ovos para vender pois teve de empenhar as galinhas para poder pagar a conta do cartão Gold do Pity Bank que lhe fora atribuído em Janeiro passado quando de uma visita a um centro Comercial em Lisboa.
E enquanto isto, o Comendador, líder das hostes Azeiteiras, continua calmamente a banhos no Mar Tirreno, ou Egeu, ou lá o que é.
Isto é inaceitável!

domingo, 28 de setembro de 2008

Rescaldo do dérbi - 3

-Então Gonçalvinho gostaste de vir ao futebol com o papá?
-Bué da fixe. O Chicha-pão era o máximo!
-Pois e o Benfica espetou com dois secos nos gajos, heheheh!
O Marquês do Rego ria com satisfação à saída do Camarote VIP/Super-Privado e Reservado. Só era pena ter de se ir já embora porque a festa ainda não estava acabada nem nada que se parecesse...
-Grande golo do Reyes, não achas? - perguntava ao petiz.
-Pois, e só na segunda parte bebi 4 Coca-Colas. Temos de cá voltar!
De alguma forma, o Marquês desanimava-se com o facto de o junior ter olhado pouco para o relvado e ter passado o jogo de volta do buffet e das funcionárias do catering a quem pedia repetidamente as ditas bebidas.
-E o Aimar afinal foi uma boa contratação. Vale bem o que custou! - Insistiu ainda o Marquês para tentar estimular a conversa futebolística.
-Pois, se calhar até é o melhor guarda-redes do mundo - afiançava o junior. E acrescentou:
-Mas boas, boas... eram as gajas das Coca-Colas.

Rescaldo do dérbi - 2

-Tenha calma Titinho que a mãe já 'tá deitada a fumar o seu cigarrinho, por isso não se vai agora levantar para ir buscar o menino e o seu pai ao Colombo.
-Mas o pai não pode guiar. Já fomos ao carro 3 vezes e ele não consegue acertar nos pedais. E de uma das vezes até se sentou no banco de trás!
A Viscondessa da Ponta Delgada começou a ficar irritada. Sugeriu de seguida que apanhassem um táxi mas o filho garantia que o Visconde já gastara o dinheiro todo em Super Bock e Sumóis de laranja para o junior.
Além disso, o pai afirmava que só saía da Portugália quando acabassem de transmitir a repetição do jogo porque "no estádio nunca se vêm bem os foras-de-jogo".
Estavam nesta conversa quando o Visconde começou a rir desalmadamente. O junior ainda pensou que se tratava da 15ª repetição do golo do Sidnei mas o Visconde nem estava a olhar para a televisão: De braço levando apontava para dois indivíduos que dirigiam apessadamente para o lado dos sanitários:
-Olha, olha! É o Duque a mais o primogénito. E já andam de vermelho!

Rescaldo do dérbi - 1

Com andar pesado e um cachecol vermelho arrastando pelo chão, pai e filho avançavam em silêncio pelo passadiço exterior do Estádio da Luz.
Era quase meia-noite e apenas as brigadas de limpeza circulavam pelo recinto do Glorioso, recolhendo os detritos deixados pela multidão que assistira a mais um Benfica-Sporting.
Um dos operadores de contentores julgou mesmo ver lágrimas no rosto pintado de encarnado e branco dos dois adeptos retardatários. O funcionário não se conteve e comentou com cumplicidade ao chefe de família:
-Atão ó patrão, emocionou-se c'a vitória do Glorioso? Pimba-pimba, dois secos! Você deve ter apanhado cá uma narça... Escusava era de ter metido também o puto nos copos! O chavalo vai de rastos. Parece o Paulo Bento!!!
Mas os dois adeptos prosseguiram em silêncio.
-Não respondas. estamos quase a chegar ao Colombo - Dizia o Duque de Alvade para o junior.
-Quando lá chegarmos podemos tirar os disfarces? - pedia o petiz.
-Sim. E se alguém nos conhecer, dizemos que fomos ao cinema ver o Mama mia!
-Pois, futebol é que não. Está uma podridão! - afirmou o jovem Pitinha.
-Podridão completa! - Corrigia o pai.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Chichi ... cama!

... parece que é o que anda a acontecer ao Comendador lá na ilha do Mediterrâneo para onde onde foi mais a consorte.

Aos amigos que o contactam, costuma dar a desculpa esfarrapada de que está em estágio para un peddy-paper a realizar quando do seu regresso a Lisboa e que por isso tem de descansar.

Contudo, fontes bem informadas garatiram-nos que, ao invés, a Comendatriz anda numa roda-viva nocturna por tudo quanto é night da bonita ilha onde se encontram.

-O Tony torceu um tornozelo e por isso não pode dançar. Ele também não é muito dado a essas coisas mas eu é que não vou perder a oportunidade de abanar o capacete e beber umas tequila sunrise, ainda por cima no meio de todo este jet-set!

Poucos acreditarão na insólita afirmação mas quem ouviu garante que é verdade. Mais! Parece que de seguida, a Comendatriz terá acrescentado com ar libidinoso:

-Além de mais... há por cá tantos rapazes jeitosos!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Foto 3 - Em terras do Visconde

Trata-se de um bonito instatâneo captado numa gasolineira em terras do Visconde da Ponta Delgada.

Foi obtido quando o Marquês do Rego andava à procura de mais uma cache numa das zonas mais remotas da bonita ilha e teve de abastecer o depósito do seu bólide.

Desconhece-se se o Marquês apitou.

Foto 2 - As Férias dos Comendadores

Os Comendadores foram finalmente de férias!

Ficamos contentes por saber que vão agora poder descansar, ao fim de um ano de trabalho àrduo e dedicado.

Por exemplo, nas tardes quentes do Mediterrâneo, o nosso líder e respectiva consorte vão poder dedicar-se a uma actividade que muito valorizam: a sesta!
É desta práctica repousante que dispomos já de uma foto de alta qualidade que colocamos à vossa apreciação.

Foto 1 - O Duque e a arte fotográfica

Desde que dispõe de um novo equipamento fotográfico - com teleobjectiva de grandes dimensões - o Duque de Alvalade tornou-se um verdadeiro apaixonado desta arte já centenária.

Aqui o vemos em acção, fotografando uma parada militar na Europa de Leste. Este tipo de desfiles sempre fascinaram o Duque que brevemente até vai passar um fim de semana à Escócia para realizar uma reportagem semelhante numa parada das tropas pára-quedistas escocesas.

A Duquesa já se colou à inicitiva e afiançou (com o habitual brilho no olhar) que quem faz a reportagem é ela porque até tem melhor sensibilidade para os padrões axadrezados que ornamentam os kilts.

E além disso - como ela disse de imediato - parece que debaixo dos ditos kilts, os ditos escoceses usam os ditos ao léu e a Duquesa suspeita que se o Duque fosse confrontado com a visão dos ditos poderia sentir-se menorizado e ficar deprimido a valer.

Palhaçadas ganham "à rasquinha"

É verdade! Foi por uma unha negra que o Marquês ganhou o concurso da foto do mês.
Agora, este bonito exemplar vai fazer parte do conjunto de fotos apuradas para o certame "A foto do ano" que decorrerá por ocasião do aniversário deste espaço. O vencedor receberá um prémio valioso que por ora não iremos divulgar.
E como de costume, iniciamos de imediato a apresentação de nova "Foto do mês"; Será a segunda em Setembro mas penso que todos gostarão!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

As metamorfoses do Duque

- Eu nunca disse que o futebol estava podre! – assegurava o Duque de Alvalade à saida do centro de estética – disse foi que tinha tinha bolor!

- A sério? – questionava-se o Marquês do Rego de GPS na mão – Bom, se tu o dizes... mas a verdade é que não faz grande diferença: podridão ou bolor vai dar tudo ao mesmo!

-Nada disso! O bolor é algo com nobreza e grandiosidade, vê o caso do queijo Roquefort que é um clássico bolorento ou mesmo da penicilina que não passa também de um bolor.

-Pois, isso realmente é verdade – concordou distridamente enquanto deitava mais uma vez o rabo do ollho ao GPS.

-E agora que o Scolari se foi embora, o futebol português nem sequer está bolorento – continuou o Duque enquanto ajeitava o cachecol verde-rubro sobre uma camisa toda modernaça – mas falamos disso noutra altura que agora tenho de ir senão perco o início do jogo.

E partiu com um andar gracioso, deixando o amigo a matutar. O Marquês queria continuar a procurar aquela cache mas estava tão perplexo que não se movia. Então o Duque reconciliara-se com o futebol? Como era possível?

-Só pode ser mais uma modernice... qualquer dia ainda o apanhamos a fumar!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O Regresso dos Viscondes

À saída da aerogare da Portela, os Vicondes da Ponta Delgada estavam apreensivos. Do lado de fora da porta contavam econtrar uma turba de jornalistas com perguntas difíceis acerca de mais uma detenção da Viscondessa - desta feita pelo FBI - da sua passagem por Guantanamo e posterior extradição para território nacional a pedido das autoridades de Azeitão.

Por certo já ninguém se lembraria do reverso da medalha e a imprensa muito menos. De facto, antes de os special agents lhe cairem em cima com 5 pares de algemas, a Viscondessa estivera mesmo à beira de conquistar o lugar de candidata republicana à Vice-Presidência da América. Essa é que é essa!
Só foi pena ter-se lembrado de fumar dentro do Pavilhão do Congressos, o que a tornou de imediato numa perigosa deliquente à luz da legislação local.

Abertas as portas do aeroporto, a surpresa foi imensa. No átrio apenas um jornalista esperava os Ponta Delgada: tratava-se de um assalariado do Marquês do Rego que fora ameaçado com despedimento se não fosse ao aeroporto entrevistar os amigos.

-Não veio mais imprensa? – perguntava o Visconde.

-Não, estão todos am Algés a cobrir mais um assalto violento - respondeu o solitário repórter.

-Coisa grave? Com armas de fogo?

-Sim, fizeram reféns e ameaçam-nos com isqueiros. Exigem sair da frutaria com meio quilo de nêsperas e um repolho, e sem pagar nada.

-Isto está cada vez pior... é uma autêntica onda de criminalidade!

Viscondes brilharam na Convenção Republicana

Apesar de a imprensa portuguesa ter ignorado, os Viscondes da Ponta Delgada estiveram na América, onde foram participar na Convenção Republicana.
Segundo explicou em tempos o Visconde, a opção pelo Partido Republicano deve-se ao facto de ninguém na família gostar muito de Monarquias, apesar de não renegarem o seu título aristocrático porque fica muito bem nos cartões de visita.
Quem deu nas vistas na Convenção foi a Viscondessa que, embora poucos saibam, esteve até ao fim na corrida pelo candidatura a Vice-Presidente.
Era sabido que McCain precisava de alguém mais jovem e do sexo feminino para o acompanhar na corrida à Casa Branca e por isso iniciou uma busca desesperada entre as senhoras com menos de 70 anos presentes na Convenção.
Assim, sem perceber muito bem o que se passava devido às suas dificuldades com o sotaque dos “States”, a Viscondessa foi rapidamente arrebanhada pela organização.
De facto, a combinação do seu aspecto anglo-saxónico e falar latino foi considerado um forte trunfo junto do eleitorado e por isso passou de imediato as primeiras eliminatórias, o que lhe deu uma grande alegria pois estava mesmo convencida que se tratava de um concurso de elegância.
-Ainda bem que trouxe a malinha Dolce & Bacana, heheheheh! – pensava ela com os seus botões – Tá no papo, suas cámones pindéricas!
A Viscondessa foi superando todos os testes, incluindo o discurso com tele-ponto em língua espanhola e chegou mesmo ao confronto final com uma moça do Alaska já entradota mas bem recauchutada. Esperava-se una final renhida.
Nessa altura a Viscondessa acendeu o seu cigarrito para relaxar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Na sala de reuniões do 16º andar, os Administradores sentiam-se desconfortáveis mas aguentavam firme. O ar condicionado já estava no máximo e as janelas não se podiam abrir por isso não havia nada a fazer para renovar mais rapidamente o ar.
Junto ao ecrã, o Duque de Alvalade explicava os detalhes do orçamento e do plano operacional para o ano de 2009 e estranhava a ausência de questões por parte da audiência.
Terminada a apresentação, a aprovação do orçamento foi imediata e Duque saiu da sala em 3 tempos. Ao passar pelas 3 Secretárias da Administração, comentou com os seus botões:
-Tanta facilidade... Isto cheira-me a esturro!
Respondeu-lhe a D.Etelvina, a mais antiga do trio e normalmente a porta-voz:
-Pois a nós cheira-nos a esterco com morangos.
-E hortelã – acrecentou Cátia Vanessa, a mais nova das três.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Duque explica-se melhor...

-Eu não preciso da fatiota nem do capacete que aliás devem custar um dinheirão. E também dispenso o professor.

-Meu caro senhor, receio que tal não seja possível. São regras muito claras que têm a ver com segurança e com tradição e que são seguidas pelos cavaleiros de todo o mundo! – assegurava o funcionário do hipódromo, esforçando-se para não dar a perceber as náuseas que sentia devido ao perfume de rosas e hortelã.

-Mas eu não quero ser cavaleiro!
-Homessa! Então se me acabou de dizer que se queria increver na equitação?!?!
-Quero increver-me mas não é na equitação, eu só quero ter acesso ao estábulos. É para me espojar e absorver o aroma dos equídeos!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A solução dos problemas do Duque

A brisa suave daquela manhã ensolarada de Setembro espalhava o perfume de rosas e hortelã pelo espaço envolvente ao Duque de Alvalade. Com passo apressado, abandonou o parque de estacionamento junto à Faculdade de Ciências, pensado se teria tempo de resolver tudo e chegar ao emprego ainda a horas da reunião das 2ª-feiras de manhã.

O Duque estava bastante agastado desde que na noite anterior, ao chegar a casa, vira a sua cara-metade colocar de imediato uma mola nariz e fazer comentários depreciativos a respeito dos odores emanados pelo marido. E de nada lhe serviu argumentar que o cheiro era do Pacote que ela própria lhe oferecera; e este facto deixava-o especialmente irritado.

Por isso, ao entrar na recepção do Hipódromo do Campo Grande naquela manhã de 2ª-feira, o humor do Duque começou de imediato a melhorar, antevendo já a resolução do seu problema.

Com um sorriso do tamanho do mundo disse em tom determinado:

-Bom dia. Venho inscrever-me!

Agua de rosas e hortelã

Inicialmente o Duque de Alvalade ficara céptico com mais um presente oferecido pela esposa.

Tratava-se do novíssimo “Pacote de Ultra Modernização - Fase 4 (Urbo-Metro-Pós-Retro)” e pelas contas do Duque devia ter custado uma pipa de massa, a adivinhar pelo aspecto geral das instalações onde o programa decorria e pelo ar do Consultor Pessoal de Imagem que o iria acompanhar durante todo o fim de semana.

Contudo, com o desenrolar das actividades, o Duque foi tomando o gosto pela coisa e começou a sentir-se em casa. É certo que rejeitou uma depilação “à Maioral” e em vez disso optou por fazer umas madeixas nos cabelos do peito para disfarçar algum embranquecimento dos mesmos. Mas de resto fez o programa completo e no Domingo à noite estava já na fase de “acabamentos”.

-Vamos agora terminar, procedendo à aplicação da àgua de rosas e hortelã, parece-lhe bem?
-Isso é à borla? - perguntou de imediato o Duque.
-Já está no pacote, sim.
-Então se já está no pacote, meta lá...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A saga do aniversário da Comendatriz - IV

O cortejo automóvel nocturno até Azeitão foi realmente impressionante.
O Nosso Comendador liderava o pelotão, aos comandos do seu belo popó de matrícula personalizada tão gosto do proprietário.
Fazia pensar naquele desfile pós-nupcial motorizado que os Comendadores nunca quiseram fazer - nem o desfile nem o casamento propriamente dito...

Aliás, o Marquês do Rego assegurava a quem o queria ouvir que a boda continuava a estar em falta! Esta conversa, por ser recorrente, começa já a enfadar o Nosso Líder que anda há algum tempo a pensar em retaliações severas.

Ao final da noite, talvez toldado pela bebida, o Marquês confidenciou a alguns que achava que o Comendador não tinha coragem para quaisquer sanções, por ser “pouco firme” ... ou algo do género.

A meu ver, tratam-se de afirmações irreflectidas, proferiadas a quente e que certamente não reflectem o verdadeiro e profundo “sentir” do Marquês - que é iquestionavelmente o maior seguidor do Nosso Líder e Timoneiro.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Os Marqueses e as Geocaches

Até há pouco tempo os Maqueses do Rego eram leigos na matéria. Hoje são fanáticos desta espécie de caça ao tesouro guiada por GPS.

O Marquês acha-se bastante dotado para a coisa pois já em criança demonstrava inequívoca habilidade para encontrar potes de mel, latas de bolachas e até frascos de compota guardados em recônditos armários - onde os progenitores os julgavam ter ao abrigo da gulodice do então pequenote.

À laia de parêntesis recorda-se que - ao contrário do que muitos pensam - naquela época o Marquês não era conhecido como Reguinho pois ainda não havia ganho o seu título.

Voltando às Geocaches convém referir que todos os fins-de-semana o Marquês reclama a descoberta de cerca de 5 ou 6 destes tesouros escondidos. O que poucos sabem é o que está por de trás deste inusitado sucesso... voltaremos ao assunto!

sábado, 30 de agosto de 2008

Foto do mês (Setembro) Nº3 Palhaçadas do Rego

"Transformar o dia-a-dia numa autêntica palhaçada é mais do que uma vocação, chega a ser uma verdadeira arte!" disse Marcelino Aniceto, revisor da Carris já aposentado e pensador nas horas vagas.

A foto nº 3 é uma imagem clássica desta arte, cheia de magia, cor e alegria que a todos recorda o contentamento de crianças e adultos no mundo marvilhoso e fantástico do circo.

O protagonista é o Marquês do Rego (isto, para o caso de não terem reparado), quanto ao momento e local, estes não poderão para já ser divulgados.
...............
E ainda me falta escrever mais qualquer coisa porque a fotografia ficou comprida como como o caraças e nunca mais consigo encher este maldito quadradinho, por isso aproveito para desejar um bom fim de semana.

Foto do mês (Setembro) Nº2 O Comendador e o falo

Antes não fosse mas a verdade é que é ... o nosso Comendador.
Desconhece-se se o Nosso líder e Timoneiro procurava algo que lhe interessava naquela zona da estátua ou se simplesmente pretendia funcionar como elemento fálico da mesma.
Trata-se da foto nº2...




Foto do mês (Setembro) Nº1 O Duque vai ao aterro sanitário

Não precisa comentários.

É o conhecido certame da foto do mês que está de volta e desta feita o Duque de Alvalade protagoniza a Foto nº1 com uma bonita imagem da sua ida ao aterro sanitário.

Com condução precisa e sentido de orientação apurado, o Duque foi parar às canas pois é esse o caminho mais curto para a lixeira.

Por momentos foi um verdadeiro líder...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Foto de Cê éFe Bi gera protestos de comunidade religiosa

Na comunidade azeitonense consta que Cê éFe Bi pretende converter-se a uma religião, tendo iniciado essa conversão pelo aspecto físico.
Entretanto, a divulgação de uma das suas mais recentes fotos, causou a mais profunda indignação junto da comunidade religiosa que considera a foto como uma ultrajante e blafémica imitação da imagem da principal referência dessa religião.

- Os seios do blasfemo são muito mais proeminentes ...

Interrogado sobre o assunto Cê éFe Bi respondeu de forma decidida:

- A fotografia pode ser polémica, mas ... pelo menos eu não sou verde !

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A saga do aniversário da Comendatriz - IV

Uma lágrima profunda escorria pela venerável face da Comendatriz. Sentia-se muito sensibilizada com a inesperada presença dos seus acólitos no jantar do seu aniversário e particularmente emocionada pelo esforço que fizeram de se vestirem de forma adequada ao elevado nível do restaurante.
Entusiasmado e sempre prazenteiro, o Comendador sugeriu de imediato que se juntassem as mesas:
-E talvez eu pudesse até fazer um pequeno número de sapateado em cima da mesa, por exemplo...
Mas ante o olhar fulminante da esposa, o nosso líder vacilou e remeteu-se ao seu terço de bitoque mal passado.

Donatário fala às massas

- Após passar o mar dos Sargaços houvemos vento a favor e mar chão e ao fim de 2 dias avistámos estas ilhas onde nunca outros homes haviam estado. Nem cristãos nem gentios!
O Capitão-Donatário sentia que tinha captado a atenção da assistência por isso prosseguiu inebriado:
- E posto que navegava com minha Moura e numerosos serviçais, houve por bem lançar ferro por alguns dias para folguedo dos demais e por mor de reparar o cordame e o casco que
muito sofrera com borrascas.
Em verdade vos digo, que esta terra que achei no mar Oceano é fértil e mui própria para apascentar gado mas tem grandes mistérios nas suas profundezas pois que em muitas partes jorra de suas entranhas um fumo de cheiro fétido que só pode indicar que o Demo por lá anda à solta.

O silêncio era agora sepulcral. O Donatário aproveitou para dar largas à sua criatividade.
- Mas quis o Senhor que padecessemos grandes tormentos antes de pôr pé em terra firme. Vieram monstros marinhos maiores que embarcações e eu tive de me lançar ao mar para os afugentar. E vieram sereias com seu canto doce mas minha força e temperança ajudaram-me a subir aos altos penhascos para que elas me não pegassem.
Foi então que outro cliente do café se levantou e se dirigiu ao Donatário. Tinha um olhar esgazeado, longas barbas brancas e certamente pouco asseio mas falava com voz possante e segura:
- Eu creio que o estou a reconhecer, você é o Pedro Álvares Cabral! Não se lembra de mim? Sou o Vasco da Gama! Não era o senhor que costumava jogar à sueca comigo, com o Gil Eanes e o Fernão de Magalhães naquela tasca da Avenida do Brasil? Mesmo no cruzamento com a Avenida de Roma!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A saga do aniversário da Comendatriz - III

-Toni, querido, estes bitoques são divinais! Vocês não acham?

Todos acenaram afirmativamente e ouviram-se mesmo alguns “De facto!” e até um “Sem dúvida!”.

Nesse momento o telemóvel da Comendatriz voltou a tocar. Em condições normais seria algo inaceitável mas tratando-se do seu aniversário todos ignoraram as rígidas regras de etiqueta Azeiteira e colocaram um sorriso benevolente no rosto.

A Comendatriz atendeu e escutou então as diversas promoções que uma operadora de TV por cabo lhe oferecia a propósito da sua efeméride natalícia.

-Mas eu, mas eu... - esforçava-se ela por interromper educadamente, enquando que ao mesmo tempo se desculpava perante os convidados lançando sugestivos olhares que comunicavam impotência e algum enfado.

Foi nessa altura que, pela sua rectaguarda, uma autêntica horda de pelintras entrou sorrateiramente e ocupou em silêncio uma vasta mesa.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Viscondes cruzam a Vasco da Gama em direcção ao Al-Ifante

Durante largos anos a Viscondessa da Ponta Delgada nunca deu uso à sua carta de condução. “Não era por nada”, mas realmente achava cansativo ter de carregar nos pedais, rodar o volante e fazer pisca-pisca, por isso preferia deslocar-se de táxi e explicar que não guiava porque as ruas da sua zona eram muito estreitinhas.

Foi então que o Visconde, sem saber, lhe estragou o esquema ao oferecer-lhe um elegantérrimo mini-carro dourado da linha Dolce & Bacanna com estofos Verçage. A viatura era um verdadeiro objecto de arte de dimensões adequadas à largura das ruas e à perícia da condutora, isto é, exíguas.

Agora já não havia desculpas para não conduzir, no entanto a Viscondessa continuou a ser maioritáriamente cliente da Autocoop, para desespero do consorte. Mas ao fim de alguns meses, o Visconde - sempre generoso - sugeriu que passasem a usar o mini-carro aos fins-de-semana por forma a evitar que a ferrugem consumisse por completo o bonito exemplar.

Foi por isso que naquela 6ª feira de Agosto o mini-carro cruzou a Vasco da Gama, atingindo pela primeira vez os 120 km/h e obrigando os Viscondes a fazerem uma paragem para - também pela primeira vez - reabastecer o depósito.

Sentado aos comandos do mini-carro, o Visconde sentia os joelhos a baterem nos ombros e o volante espetado na barriga. Suava em bica e sentia cãibras em todo o corpo, mas cada vez que recordava o objectivo da viagem conseguia ainda sorrir!

A saga do aniversário da Comendatriz - II

No Al-Ifante, a Comendatriz olhava os escassos felizes contemplados para a sua ceia de aniversário. Felizmente conseguira deixar de fora os pindéricos e assim poderia desfrutar de um repasto com uma certa elevação, onde não não se ouviriam piadas suburbanas, gargalhadas histéricas e números de circo de terceira qualidade - como sucedera recentemente.

Agora, enquanto apreciava o Tejo iluminado pelos últimos raios de sol, a Comendatriz recordava com orgulho a sua brilhante ideia de optar por um restaurante de primeira categoria. Realmente o preço é um grande factor de selectividade!

Para abrilhantar a ceia, a anfitriã tinha até pensado nalguns temas de conversa que estudara devidamente, tais como o novo filme do Manuel d’Oliveira “Le soulier de la Comendatrice” e o arranque da temporada de Ópera na Sociedade Lírica e Recreativa de Azeitão.
E quando o funcionário se aproximou trazendo as ementas aos comensais, a Comendatriz logo tomou a liderança:
-Não é preciso cardápio. Vamos todos comer bitoque, sem ovo. Cada bitoque dá para 3 pessoas, não é?
-E para acompanhar é àgua da torneira – acrecentou o Comendador.

O Duque e as energias renováveis

-O Senhor tem ligação privativa aos cabos de alta tensão?
-De momento não, mas creio que posso arranjar. Existe algum poste aqui em S.Bento?

O Duque de Alvalade estava impante de orgulho. Ia ser um dos primeiros portugueses a entrar na micro-geração, isto é, ia tornar-se um pequeno produtor de energia eléctrica e por isso estava já a tratar dos detalhes com a EDP. Contava reduzir substancialmente a sua conta mensal da luz através deste processo.
-Está a falar de S. Bento da Porta Aberta, no Parque Nacional Peneda-Gerês?
-Não, de S. Bento, Calçada da Estrela. Onde mora o Sócrates!– esclareceu satisfeito.
-Muito bem, iremos averiguar. E qual a fonte de energia que vai usar?
-Motriz. Mais concretamente motricidade humana. É uma energia renovável.
-O Senhor pode detalhar o processo, por favor?
-Concerteza. Eu tenho uma bicicleta daquelas que não andam mas onde se fazem montes de kilómetros. Sabe como são? Daquelas que servem para modernizar a barriga. Estou a pensar ligar-lhe um dínamo para produzir electricidade.
-Muito bem, será portanto electricidade produzida por indução electromagnética.
-É capaz... foi realmente a minha mulher que me induziu a comprar a bicicleta!

domingo, 24 de agosto de 2008

A saga do aniversário da Comendatriz - I

-Toni, querido, agradeço que mantenha sigilo sobre a data do meu aniversário para ver se desta vez os pindéricos dos Azeiteiros não passam o dia a telefonar-me e mandar-me SMS pirosos.

O vento soprava quente em Azeitão naquele final de tarde de Agosto e o sol queimava os últimos borbotos de relva que ainda ponteavam o outrora verde jardim da Quinta da Comenda.

Nos andaimes que cresciam de frente para a ala leste da Quinta ouvia-se Kizomba, gritos em crioulo e minis vazias a cair num caixote.

O Comendor sentia-se indisposto mas apressou-se a responder com um sorriso nos lábios:

-Certamente, meu docinho!

-E já agora escolha um restaurante com alguma categoria porque assim sempre pode dar a desculpa que não os convidamos porque o menu está acima das posses deles.

-Boa ideia, minha flor! Vamos talvez ao Al-Ifante que é muito do seu gosto!

E foram mesmo!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Rituais do Visconde

O Visconde da Ponta Delgada é um verdadeiro sportsman, como convém a um fidalgo. Amante da vela, aproveita sempre o Verão para circunavegar os seus domínios numa frágil embarcação, como forma de provar que não perdeu dotes com a idade.
Em terra, a Viscondessa chora baba e ranho pelo marido embarcadiço e entoa fados lamechas de terceira categoria.
Enquanto isso, o Visconde vai saltando de ilha em ilha. E em cada uma delas cumpre sempre este curioso ritual à chegada ao porto.
-É a parte que menos me preocupa - diz a Viscondessa - ele subir, sobe. Mas não se aguenta por lá muito tempo!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Duque moderniza-se ainda mais

A imagem dispensa qualquer comentário mas para quem for de compreensão lenta informa-se que este instantâneo retrata o Duque de Alvalade transbordante de felicidade, no momento em que iniciava um tratamento anti-estrias do couro cabeludo.

-Era um sonho de há muitos anos que finalmente estou a realizar! - confidenciou a alguns amigos presentes.

O próximo passo já está definido: Em Setembro, o Duque irá sujeitar-se a uma enoterapia num conhecido Spa do Cartaxo por forma a reduzir a celulite no céu da boca.
Cá estaremos para dar a notícia.

Marqueses regressam ao Continente

-Pode levantar o alerte, us Marqueses já se ferã embore, senhor!

-Aleluie! Está mesme conf'rmade?

-Esta sim, senhor. Ferã vistes nas Lages a embarcar nüm voo de madrugade, senhor.

-Madrugade? Mas entã feram pra Guantaname?

-Ah!Ah!Ah! Nada disse, senhor. Pró Contenente!

-Logo vi. Són türistes de pé descalce.

domingo, 17 de agosto de 2008

Maioral reincide no velho vício...

Apesar de ter jurado não voltar às lides taurinas, o Maioral furou a promessa.

Desta vez Marto não participou numa corrida no sentido convencional da palavra, preferindo antes ir a uma largada de touros na praia. Desta forma conseguiu conjugar o vício taurino com a prática balnear.

Aqui o vemos, entre outros valorosos mancebos, afrontando com coragem a fera.

Para aqueles que não conseguem identificar as pernas podem tentar descobrir onde está o Maioral nesta fotografia. Cada resposta certa dá direito a um lanche de scones com os Comendadores na Quinta da Comenda.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Foto do mês - mais uma ajuda

Então? Agora já é mais fácil!

Ou talvez não tanto?

Quem acertar ganha um prémio muito especial:

Um fim de semana "All inclusive" na Quinta da Comenda de Azeitão para 2 pessoas. Aliciante, não?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Donatário volta a falhar na pesca

O Capitão-Donatário está outra vez desanimado. Perdeu mais uma oportunidade de ouro para apanhar sem grande esforço um peixe de dimensões aceitáveis para ofertar a sua Moura.
Na verdade, as àguas insulares escondem grande quantidade de animais marinhos que são maioritáriamente comestíveis e alguns deles estão mesmo ali, à mão de semear.
O Donatário ainda tentou localizar um peixe próximo da costa mas acabou por se deslocar para zonas mais planas:
-Por minha fé vos afirmo que vasculhei estas àguas com meu olhar de milhafre e não tive vista de qualquer ser marinho de monta que justificasse pôr minha vida em tão grande risco nestas escarpas e ribanceiras.
A pesca submarina seria um opção fácil e simples mas que não serve ao Donatário devido ao risco de enferrujar a armadura (segundo ele afirmou).
Apesar disso, o bravo Capitão ainda espreitou para o fundo do mar através de uma máscara de mergulho mas sentiu-se um pouco incomodado com o aspecto ameçador de algumas taínhas e com a profundiade do abismo oceânico.

O Marquês lança B2C

-Estã as ilhas do grüpo Central todes evacüadas mas ü Marquês fegiü, senhor.
-Tem a certeza? Mas isse é boa nüticia!
-Tenho sim, senhor. Está tüde conf'rmado. Ü üneco problema é que ele levou a camioneta para o Cont'nente nüm contentor.
O Assessor do Presidente tinha razão. Parece que agora o Marquês optou por establecer-se por conta própria como vendedor ambulante de atoalhados - ou como ele costuma dizer: fez o start-up da primeira B2C itinerante do ramo têxtil-lar.
Segundo foi apossível apurar, no primeiro dia a coisa até correu bastante bem: os Marqueses foram à Feira do Relógio e venderam mais de 800€ em toalhas, cobertores de carpélio e colchas em renda de bilros.
O segredo do sucesso reside no facto de, além dos preços atractivos, os Marqueses oferecerem também a possibilidade da compra a prestações.
Para a semana vão começar a fazer as cobranças, vamos ver como é que corre.

domingo, 10 de agosto de 2008

Plano de modernização do Duque avança...

-Olhe, eu queria era pedir-lhe a máxima discrição. Sabe, é que viajo com um grupo de retrógrados que costumam ser muito críticos em relação a certas coisas...

O funcionário do Centro de Estética do Hotel olhou de soslaio para o Duque de Alvalade.

-Então nesse caso prefere que a máscara anti-rugas de lamas vulcânicas lhe seja aplicada no seu quarto, senhor?

-Exactamente! É isso mesmo. Dessa forma evito ouvir mais algumas piadas de mau gosto sobre a minha masculinidade.

-Mas anda hesitante sobre a sua orientação, senhor? - replicou o funcionário em tom doce e compreensivo.

-Nem pensar! - respondeu o Duque com convicção - Continuo a ser do Sporting!

sábado, 9 de agosto de 2008

Marquês foi localizado!

-Está lücalizade, senhor!

-Mostre lá a fetügrafia...

Não havia dúvidas, era ele, o Marquês do Rego e estava ao volante de um autocarro de grandes dimensões.

-Jesüs Criste! Nã há tempe a perder. Activem de imediate ü plane de evacuaçã de todes as ilhes du grüpe central!

As escolhas da Duquesa

-Cada coisa no seu lugar - dizia a Duquesa de Alvalade com determinação.

-Por exemplo no caso do serviço doméstico prefiro um empregado do sexo masculino, de preferência do tipo metro ou urbo- continuou ela - tem a vantagem de reparar tomadas, saber conduzir e até atestar o depósito. E pode mesmo servir de acompanhante da patroa numa "vernissage" ou "cocktail".

-No entanto, se tivesse de ir para uma ilha deserta, levava o meu marido - acrescentou com um sorriso cândido.

Do outro lado da mesa, o Duque sorria embevecido.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Especialista em buscas mal sucedidas


Depois do insucesso na busca de um título, Cê éFe Bi encontra-se nas ilhas atlânticas onde tem sofrido revezes sucessivos na busca de objectos escondidos.

Munido de avançada tecnologia e de um engenho natural tão grande quanto o último objecto que buscou, tem assistido impotente a que qualquer principiante, ancião ou criança de tenra idade tenha mais sucesso que ele próprio.
Ainda assim anda ufano pois acredita que tanta falta de jeito é um talento natural raro.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Alerta rodoviário nos Açores

O Assessor de segurança entrou tímidamente no gabinete do Presidente.

-Entã, lücalizou ü Marquês dü Regue?

A chegada do Marquês a terras açorianas tinha colocado em alerta máximo a segurança da Região. Foi activado um plano de emergência que fora elaborado imediatamente após a sua última passagem pelo arquipélago- durante a qual destruíra parte importante do parque automóvel da ilha, tendo culminado com a famosa queda de um Peugeot novinho no vulcão dos Capelinhos.

-Fei lecalizade ó volante em S.M'guel, senhor, mas depois desapareceu...

-E que prejüizes cósou per lá?

-Só pneus quêmades numa sübide munte inclenada, senhor. A viatüra nã chegô a caïr ó mar, pensa-se que seja m´lagre dü Sante Criste.

Mas algures noutra ilha o Marquês, com um sorriso lupino ponha em marcha a viatura.
Tinha razões para estar contente pois realizava um dos sonhos da sua vida: Ia finalmente guiar um autocarro!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Marquesa ganha o Prémio Bobel da Química

Inchada como um perú, a Marquesa do Rego encaminhou-se para a púlpito.

Debaixo do braço levava o cobiçado Prémio Bobel da Química, o mais alto galardão concedido pela Universidade da Ribeira Grande.

Com voz electrizada, a Marquesa explicou então como identificou, pela primeira vez na história da Química, o Sulfato de Enxofre.

"Foi enquanto me banhava nas àguas da Caldeira que concluí de forma inquestionável que a temperatuara da àgua, o cheiro a ovo podre e a cor de vómito que apresentava apenas podiam indicar a presença em grande quantidade deste novo composto".

Sentado na última fila, o Marquês comentava com os presentes que a consorte já andava a trabalhar numa nova descoberta: O Nitrato de Azoto.

sábado, 26 de julho de 2008

Foto do mês: Agosto

Terminada que está a eleição da foto do mês de Julho, é tempo de celebrar a vitória do Gelado Sexy. E à mesma altura é hora de dar início a um novo passatempo:

Desta vez não iremos eleger a foto do mês mas sim fazer um concurso entre os leitores. O objectivo é simples: trata-se de adivinhar a quem pertencem as esculturais pernas na foto anexa.

Para concorrerem basta colocarem um comentário neste mesmo post.

Em 20 de Agosto iremos divulgar quem acertou.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A Peregrinação do Santo Cristo

-Que dizeís? Num artefacto aéreo? Então não vamos de caravela ou de nau como sempre fazem os bravos navegadores destes nosso reino?
Assim se expressava o Capitão-Donatário, aterrado com a perspectiva de passar várias horas a uma altitude de 10 km.
-É por causa das tonturas ? – perguntou de imediato o Marquês do Rego quase preocupado mas revelando uma certa falta de sentido de oportunidade.
-Não zombeis, home herege! Sabei então que subir às alturas celestiais contitui sacrilégio, pois se trata de terras divinas a que os mortais não devem ter acesso.
-Pois, isso não sei
– reflectia o do Rego – olha lá, e se fores no porão, amarradinho às condutas de ar condiciondo e completamente às escuras, também cometes algum pecado?
-Alvitrais boa solução Sr. Marquês. Faremos como dizes mas tenho de vos impôr uma condição
sinequanon: haveis de me colocar uma mordaça porque eu costumo rezar alto nestas situações e não gostava de incomodar as pessoas que vão na cabine.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

A digressão artística dos Comendadores pelo país profundo

De acordo com um comunicado distribuído hoje à imprensa, a obra mais emblemática da colecção de arte dos Comendadores, “As Papoilas Transgénicas” irá percorrer o país durante a época estival.

O quadro será exposto, sob rigorosas medidas de segurança, em diversas sociedades recreativas, a maioria das quais se dedicam também a outras actividades culturais, nomeadamente ao teatro amador. Isto permitirá ao Comendador fazer uma pequena representação durante a vernissage. Em princípio o nosso líder optará pelo Monólogo do Vaqueiro, peça de Gil Vicente muito apreciada pela Comendatriz.

Acresce que os Comendadores aproveitarão o ensejo para fazer em simultâneo uma mini-exposição canina – em que participarão o Ervilha e a Barrica.

Juntando tudo, sempre ganham uns trocados pois vão cobrar bilhetes para todas as iniciativas; E além disso resolvem o problema de terem chegado ao final de Julho sem planos para férias...

terça-feira, 22 de julho de 2008

O Duque e o Paulo Vento - II

-Eu até lhe dou o autógrafo mas tem de ser num sítio discreto, entende? - pedia o Duque de Alvalade sentado à mesa do restaurante “Os couratenses”
-Pois eu aguardo, com tranquilidad - respondia o jovem treinador.
-É que não é suposto eu falar com gente do seu meio. Eu estou divorciado do futebol!
-Pois concerteza...
-Por outro lado... você também jogou nos juvenis, não foi? Realmente eu até vejo futebol juvenil, sobretudo africano porque é o único que não está podre. Dê-me lá a bola que eu escondo-me aqui debaixo da mesa e autografo-a discretamente.
-Muito obrigado, é para mim uma grande alegria. Assine aqui ao lado do Eusébio.
-Ah o Eusébio... Já lhe contarem como é que o Benfica raptou o Eusébio em pleno aeroporto de Lisboa? Eu conto-lhe! Venha aqui para debaixo da mesa...

domingo, 20 de julho de 2008

Visconde envereda por carreira de Mágico

Para alguns foi uma revelação, para outros nem por isso pois sabem que há muito tempo que o Visconde da Ponta Delgada se interessa pelo fascinante mundo da Magia e artes circenses.
De resto, a imagem anexa documenta bem esta vocação precoce que já vem desde meados dos anos 50. À época, o Visconde realizava truques com cartas e outros números próprios de iniciado e que já lhe exigiam muita concentração.
Curiosamente, nessa altura já o Marquês do Rego era um apaixonado da imprensa escrita e por isso andava sempre munido de exemplares dos melhores títulos do jornalismo nacional:
Vemos aqui a sua mão ardilosa a tentar distrair a atenção do Visconde que realizava um dos seus primeiros espectáculos circenses perante um público ainda reduzido mas devotado - em que se destaca a augusta presença do Doutor do Machimbombo.
Em breve nos referiremos em detalhe a este Doutor do Machimbombo bem como à Morgadinha do Verde Tinto (que não está esquecida) e a muitos outros …

sábado, 19 de julho de 2008

Dia de Feira da Ladra

A Comendatriz não perde uma oportunidade de ir à Feira da Ladra.

Claro que o que ela mais aprecia é a animação do local, um dos mais pitorescos da cidade de Lisboa, mas além disso a ida à Feira representa sempre uma ocasião única para se livrar de trastes velhos e ainda por cima raceber algum em troca.

Boas Vendas!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Apito Dourado: Valentim Loureiro com 3 anos de pena suspensa

-Atão? Tava podre ou não tava? – berrava o Duque de Alvalade.
-Espero que não me envolvam nisto, oh patrão! - preocupava-se o Marquês do Rego.
-Ai este Verão os apitos usam-se dourados? Curioso que a “Burda” não deu a notícia, falou sim foi nos corsários com lenço a condizer! - espantava-se o Comendador.
-Pitos? Nem dourados nem prateados! Quero é touros! – assegurava o Maioral.
E o Visconde? Que pensará ele do assunto? Aliás, onde é que ele anda?

Capitão-Donatário resolve

O Capitão-Donatário, imbuído de sentido de responsabilidade, decidiu resolver os principais problemas da sua Capitania de Massamá. Começou pelo trânsito.

A avaliação preliminar que efectou permitiu-lhe concluir que uma das causas principais dos engarrafamentos da sua urbe reside nos semáforos.

-E como quereis vós, oh vilões deste concelho, circular com vossas carroças em bom ritmo se tendes de vos deter devido a estas lamparinas de côr vermelhada? Perguntava ele aos representantes da freguesia.

-Pois, nada alvitrais - respondia também ele - porque sois gente de pouco saber e temperança. Mas por minha fé vos garanto que amanhã pela hora de vésperas terei o assunto resolvido.

Nessa noite o Donatário não dormiu. Munido de um balde de tinta pintou de verde todas as luzes dos semáforos que encontrou na terra. E, satisfeito com o seu trabalho, comentou a quem o quis ouvir:

-Que seria de vós pobres vilões sem a mão firme de um home de sague fidalgo?