domingo, 30 de novembro de 2008

A soltura do Duque

O importante é que se tenha feito justiça e que o meu nome tenha ficado limpo de qualquer suspeita de Benfiquismo! - dizia o Duque de Alvalade à imprensa à saída dos calabouços.

De facto ao fim de duas semana de buscas, a Duquesa conseguira finalmente encontrar no sotão o primeiro cartão de sócio do Sporting obtido pelo marido quando tinha 12 anos.
Apesar de danificado pelas muitas décadas decorridas, o cartão era a prova necessária e suficiente para o ilibar da suspeita de ligação aos No Name Boys e possibilitou que o Duque tivesse de imediato soltura.
-Agora vou escrever um livro sobre a minha experiência no cárcere, onde vou aproveitar para falar também sobre o escândalo que foi a nacionalização da minha loja de atoalhados! - acrescentou ufano.
Os jornalistas entreolharam-se perplexos.
-Então não lhe disseram? O Comendador desistiu de nacionalizar a sua loja!
Pois, parece que a Comendatriz decidiu que ficar com o establecimento do Duque iria causar “mais transtorno que rendimento” e por isso proibiu o Comendador de proceder ao confisco.
O Duque estava realmente radiante. Só faltava despedirem o Paulo Bento ... e mesmo isso não devia tardar.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Os Marqueses e a aviação civil

-Está-me a dizer que partiram sem nós?

O Marquês olhava com ar surpreendido para a funcionária da Tchechénia Airlines que arrumava o balcão do check-in.

-Sim. Eles ainda esperaram 50 minutos na pista porque a agência de viagens tinha avisado na reserva que eram os Marqueses do Rego mas depois tiveram de partir porque já haviam muitos passageiros furiosos a gritar ameças em árabe dentro do avião.

-E agora como é que vai resolver o problema?

-Eu não tenho culpa, os senhores é que chegaram duas horas mais atrasados do que é habitual!

-Não nos está a avaliar, pois não? – disparou de imediato a Marquesa enquanto se colocava em postura de manif – Você precisa é que lhe cortem o rabo e duas orelhas, tal como vamos fazer à Ministra!

A funcionária mediu os prós e os contras. Estava treinada para lidar com terroristas por isso sabia como enfrentar ameaças mantendo a calma e uma atitude cooperante.

-Bom, eu sugiro um transporte alternativo. O cacilheiro, por exemplo...
-Mas nesse caso vai ter de nos devolver o valor dos bilhetes!
A funcionária abriu relutantemente a carteira e tirou uma nota de 20€ e duas moedinhas de euro.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Greve! Não sou menos que os profs ...

Alguns já se deram conta que há mais de uma semana que foi interrompida a corrente de posts que tenho vindo a escrever regular e religiosamente neste blog durante meses a fio.

A razão é simples. Não escrevo porque estou em greve.

Não sou menos que os profs, por isso também tenho direito a protestar. Então vocês achavam-se no direito de me avaliar?
De dizer que os meus posts deste mês eram "coisa-e-tal pró fraquito"? Que nós, os dignos escribas deste espaço, não podemos todos ser considerados excelentes no nosso mister?

Isso é que era bom! Temos a nossa dignidade e auto-estima que não devem ser ofendidas por juízos de valor de terceiros.

Eu ainda pensei em fazer uma manif como os dos profs, tipo "entre o Piquenicão e Woodstock de S.Martinho" mas infelizmente não tenho familiares e amigos em número suficiente para organizar um tal evento. Por isso fui prá greve.

Além disso, acho muito bem tirar uma semanita, chamemos-lhe não-lectiva, para preparar as minhas próximas intervenções neste espaço - que sairão certamente beneficiadas por este período sabático.

domingo, 16 de novembro de 2008

Ultima hora: Duque encanado!

-Olhe Sr. Comendador, não consegui resolver nada. Dizem que antes de 2ªfeira não o vão soltar.

O Visconde da Ponta Delgada estava desanimado porque pensara que conseguia resolver o equívoco que levara o Duque para trás das grades.

-Ele teve azar porque andou a festejar a vitória do Leixões, em ceroulas, no mesmo dia em que prenderam os fulanos dos No Name. E parece que a polícia até estava a acreditar na história dele mas no entretanto receberam pelo rádio as instruções para engavetar os da claque que andassem metidos com drogas. E é claro que ele parecia suspeito.

-E a Duquesa já sabe?

-Já. Vai agora a caminho da esquadra com uma canjinha para o Duque e o cartão do Sporting para ver se consegue convencê-los. Mas tenho dúvidas...

-Porquê?

-Porque ele não tem as quotas em dia. Não paga desde que chegou à conclusão que o futebol anda podre.

Sporting - 0 Leixões - 1

É inegável que O Duque de Alvalade tem tido um existência atribulada. Este episódio da nacionalização da loja de atoalhados até foi apenas o culminar de um ror de muitas outras contrariedades que já aqui tivémos oportunidade de abordar.
Assim, compreende-se que fique totalmente eufórico sempre que o futebol lhe proporciona um pequena alegria, como foi o caso deste último Sábado - que ficará para sempre marcado na memória do Duque.
Já eram 3 da manhã de Domingo e ainda o Alvalade circulava pela Lapa envergando ceroulas e um cachecol vermelho e branco, cantando a plenos pulmões para gáudio de alguns moradores e enfurecimento de outros.
-“Oh Senhor de Matosinhos, Oh Senhor da Boa-Hora…”
Inevitavelmente, acabou por ser abordade pelas autoridades que lhe fizerem ver que chegava de comemorar a vitória do Leixões sobre o Sporting e que já eram horas de ir dormir.
-Os bons chefes de família devem dar o exemplo! – dizia o polícia com um benévolo sorriso de cumplicidade befiquista.
-Bom chefe de família, eu? Não me ofenda! Eu sou sócio do Sporting desde os 12 anos!
-E comemora a derrota do Lagartame?!?!
-Não! Comemoro a vitória do Leixões.
-Pensava que que era exactamente o mesmo.
-À primeira vista, sim. Mas de facto são fenómenos separados. A vitória do Leixões permite-lhe continuar à frente do Campeonato, senão o Benfica ainda os ultrapassava…
-Homem, você não é do Sporting, é mesmo é anti-Benfica!
-Exactamente! – exclamou o Duque com o coração cheio de alegria.
É bom sentir-se compreendido...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Loja do Duque foi nacionalizada!

-Senhor Duque de Alvalade, informo-o que em reunião com o meu staff do Principado da Comenda ficou decidido que iríamos nacionalizar a sua loja de atoalhados – disse com gravidade o Comendador de Azeitão.

-Desculpa lá, Tony. Não se ouve nada. Podes ligar para o fixo?

O Comendador repetiu a frase 3 vezes até que finalmente o Duque a conseguir compreender. O Alvalade demonstrou-se de imediato chocado com a iniciativa que apelidou de vil ataque à inicitiva privada, ao empreendedorismo e às PME.

-Temos vindo a acompanhar com apreensão a sua contabilidade e concluíamos há muito que a sua loja tem actividades clandestinas que a podem levar à falência, o que poderia arrastar todo o centro comercial. Por isso nacionalizamos o establecimento e nomeamos como gerentes o Maioral e o Capitão-Donatário que são homens da nossa confiança.

-Mas eu não tenho actividades clandestinas! Está tudo dentro da Lei. E tenho bons rácios de solvabilidade!
-Sabemos tudo sobre as suas operações clandestinas no off-shore das Berlengas. O Capitão-Donatário quando andou por lá à pesca detectou tudo e além disso temos registos da Via Verde que provam as suas idas e vindas regulares a Peniche. Portanto tê-mo-lo agarrado!

E acrescentou com doçura:
-Mas se quiser pode sempre recorrer para o Supremo de Azeitão. A Presidente é a SAR a Princesa da Comenda.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Drama pungente!

Este mês, a terceira foto concorrente é realmente dramática.

Relata um dos dos muitos perigos sofridos pelo Capitão-Donatário (D. Natário para os monárquicos e Natinhas para os amigos) enquanto andou pelo mundo em seus misteres de cavaleiro andante, salvando criancinhas, donas e donzelas em situações de apuro.

Neste caso, a imprudência e amadorismo de um terceiro quase redundavam em mais uma tragédia.

Vá lá, que o Natinhas é ligeiro a dar ao pedal....

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mais uma candidata!

De facto trata-se de mais uma imagem concorrente ao certame da foto do mês!

Para os observadores mais atentos não será difícil de perceber que a Duquesa da Alvalade não está própriamente jovial, como aliás seria próprio de quem detém o estatuto de gaiteira-mor do Principado da Comenda.

A palavra mais adequada para descrever o seu estado de espírito, será horrorizada ou mesmo furibunda. Ou talvez uma mistura de ambas...

E a questão que se coloca, e que vos colocamos, é simples:

O que terá o Duque feito desta vez?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Concorrência dura


-Boa tarde Sr. Antunes, como vai o seu casamento? – Perguntava o Visconde da Ponta Delgada.
Eram 9h da manhã de 2ªfeira em Freixo de Espada à Cinta e o Visconde iniciara pontualmente a sua semana de trabalho com um “tour” de prospecção de mercado no interior norte.
A sua empresa de aconselhamento matrimonial era um negócio de sucesso. Durante os últimos anos tinha conseguido crescer dois dígitos todos os anos mas a perspectiva de crise generalizada preocupava o Visconde que sabia que muita clientela iria optar por soluções mais baratas, rápidas e simples do que o seu aconselhamento.
O próprio divórcio-simplex recentemente aprovado também não ajudava em nada a indústria do aconselhamento.
Perante este mais que certo encolhimento do mercado, o Ponta Delgada optou por entrar em novas geografias. Primeiro o interior e a seguir a internacionalização.
Com o sol suave da manhã a bater-lhe nos olhos, o velhote respondeu pausadamente:
-O meu casamento não me apoquenta há mais de 10 anos, por isso não preciso de aconselhamento.
-Temos então um caso de matrimónio feliz? – Perguntou o Visconde visivelmente decepcionado.
-Não, de viuvez alegre e bem planeada. Espetei-lhe com 605 Forte na sopa de hortaliças e foi uma limpeza – dizia o octogenário, deixando o conselheiro matrimonial completamente chocado.
-Realmente– pensava o Visconde - não há mesmo condições para concorrer neste mercado...

Nós konségui!

A Viscondessa da Ponta Delgada chegou a casa derreada. As últimas semanas na América tinham sido extenuantes mas proveitosas.
É certo que não ganhara a eleição mas aprendera muito e estava agora em condições de iniciar uma carreira política na sua terra.
De facto, até tinha planos já bem avançados. Iria começar por concorrer a Presidente da Junta de Freguesia que era um cargo modesto mas que dava quase a garantia de que entrava na política logo a ganhar. E para esta certeza contribuía em muito o conhecimento das avançadas técnicas de propaganda eleitoral que obtivera nos States.
No mesmo dia em que chegou, a Viscondessa começou de imediato a praticar os seus discursos políticos “à americana” em frente do espelho do guarda-vestidos. Com olhar vencedor e arreganhanhado os beiços, bradava com furor:
-Meuzirmão, chigou a hora di mudanssa! Nós konsegui! Nós konségui!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Escassezes

Cê éFe Bi, recém chegado ao encontro, estranhou o ar triste dos amigos que reunidos à volta da mesa se lamentavam uns para os outros.
- Então há algum problema ??
- Falta-nos a pica ... – responderam em uníssono com ar desolado
Ele hesitou um pouco e, como habitualmente, tentou evidenciar-se
- Pois a mim, não só me falta essa como ...
(fez uma pequena pausa para criar algum suspense e completou)
... também me falta uma cedilha !

Falta de pica

-Falta-me a pica! - dizia o Capitão-Donatário com ar desgostoso, enquanto abria a ementa.

-Pois a mim também – acrecentava o Duque de Alvalade
– deve ser do exercício físico na bicicleta que me deixa muito fragilizado.

-No meu caso deve ser da dieta anti-colestrol –
confidenciava o Marquês
– Eu até estou proibido de comer as carnes mais saborosas...

-Eu cá é das longas viagens de carro – rematou o Visconde que agora andava por todo o país devido ao sucesso imparável da sua actividade de conselheiro matrimonial – Tiram-me o apetite!

-E depois à noite já não apetece comer nada.

-Eu é só uma sopinha e vou logo fazer ó-ó, até dizem que é o mais saudável!

-De facto. O nosso Comendador disse-me que a ele até foi o médico que lhe recomendou.

-Claro, está provado científicamente...


sábado, 8 de novembro de 2008

Sim, vamos voltar!

Nada como uma ausência prolongada para espicaçar o interesse do leitor!
De facto, durante as últimas duas semanas, a inactividade deste espaço provocou um grande aumento do número de visitas.
Os mal-intencionados dirão que a audiência prefere o nosso silêncio mas nós queremos acreditar que as numerosas visitas se devem à grande ansiedade do público que espera a todo momento pelo novo post.
Por isso, e sem mais delongas, lançamos desde já o novo concurso de foto do mês que é sempre um momento muito apreciado por todos.
O primeiro candidato é o Marquês do Rego e a temática é bem actual. Espero que gostem!

domingo, 26 de outubro de 2008

S.A.R. o Principe da Comenda

O Comendador aproveitou a manhã ensolarada de Domingo para dar uma entrevista à comunicação social logo à saída da missa. Aliás, o nosso líder - e agora Princípe! - ainda vinha a mastigar uma hóstia quando chegou junto da imprensa.
Assim que acabou de deglutir, limpou os beiços, sacudiu as migalhas e arrotou delicadamente. Colocou-se então numa pose que lhe parecia intimista e adequada para as fotos haveriam de encher as revistas sociais.
Começou por dizer umas graçolas já batidas e sem sal a propósito da mudança da hora, e de seguida explicou à audiência que tal como a Comendatriz queria ser tratada apenas por Alteza Real, também ele pretendia que o chamassem apenas de Alteso.
-Alteso Real - emendeu ele de imediato com um sorriso lupino.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A coroação de S.A.R., a Comendatriz

Enquanto que a Viscondessa tem de dar o litro para ter alguma chance de vir a ser eleita Vice-Presidente, em Azeitão as coisas são bem mais fáceis para Comendatriz.

De facto, bastou que o Comendador tivesse declarado (e registado!) o Principado da Comenda para que de imediato começasse uma grande azáfama na Quinta da Comenda.

O caso não era para menos pois o Comendador decretou que no dia 31 de Novembro se procederia com pompa e circunstância à cerimónia da coroação de Suas Altezas Reais (SAR) os Príncipes da Comenda e é evidente que os preparativos para um evento desta natureza são sempre demorados e trabalhosos.

O Comendador inspirou-se em casos clássicos de coroações faustuosas e não se poupou a esforços e despesas para superar tudo o que o mundo já vira a este respeito. Nem faltará o Sr. Albuquerque, ex-líbris da arte de bem receber na Quinta da Comenda.

Contudo, a Comendatriz não parece muito entusiasmada com a perspectiva e até já disse que nem quer que a tratem por Princesa:

-Por amor de Deus chamem-me simplesmente Sua Alteza Real, que é muito mais informal!

domingo, 19 de outubro de 2008

Viscondessa entrevistada na CBS

A emissão da noite da CBS arrancou com uma imagem da Casa Branca projectada virtualmente por trás do apresentador e da Viscondessa da Ponta Delgada, enquanto corriam em rodapé os resultados por Estado da última sondagem para as eleições presidenciais.

Em sua casa, o Duque de Alvalade seguia atentamente a emissão mas estava desapontado com o conteúdo dos rodapés que lhe pareciam ser os resultados da 2ª Liga de basebol.

Entretanto, a entrevista progredia rapidamente e um conhecido apresentador questionava a Viscondessa sobre as suas vantagens sobre a sua antecessora.

- Mi not Miss but have legs in Internet! Ah, pois!

-I beg your pardon? – perguntava o jornalista perplexo.

-Bag? Yes, very nice thank you. Like much Dulce & Baccana! Comprate in Mr.Lelo in Saldanha Çquare.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vicondessa vai mesmo substituir a Sara Pallin!

Tamanhas eram as gaffes da ex-Miss que governa os destinos das terras frígidas do Alasca que os Republicanos tinham de tomar una atitude.

Ontem, correram com Sara Pallin e foram repescar a Viscondessa da Ponta Delgada para o lugar de candidata a Vice-Presidente da América. Desta vez impuseram-lhe como condição prévia que só fume nos bastidores dos comícios e que passar a comprar Marlboro vermelho por ser um ex-libris americano.

Ambos os Viscondes estão encantados e já dão como bem empregue a visita que fizeram aos Estados Unidos durante a Convenção Republicana. O Visconde anda mesmo eufórico com a perspectiva de vir a ser Segundo-Damo, sobretudo porque espera que o cargo lhe dê acesso às cozinhas da Casa Branca onde poderá banquetear-se com todo o tipo de pitéus.

E o Titinho nem se fala...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Duque não é nada burro...

O Duque de Alvalade anda preocupado com a crise financeira e resolveu começar a tomar medidas preventivas.
Para já, está a fazer poupanças no seu programa de modernização: só compra cremes corporais de marca própria, passou a ir à pedicure apenas de quinze em quinze dias e em vez do consultor de imagem passou a frequentar a barbearia do Sr. Januário, o que – convenhamos – teve um impacto masculinizante no aspecto dos seus apêndices capilares.
No entanto, o seu plano é mais vasto e cobre também a sua loja de atoalhados. De facto, o Duque adiantou-se a toda a concorrência em matéria de produtos adequados a conjunturas recessivas pois lançou também um novo serviço de limpeza de atoalhados designado Loucóste.
Com o Loucóste, o cliente pode optar por uma de duas opções: Escovadela (1,49€) e Sacudidela de pó (0,99€). O sucesso é enorme até porque estes serviços estão com uma promoção de lançamento em que oferecem o chamado “ de Fragrãce” destinado a dar um certo aroma perfumado à peça que acaba de ser escovada ou sacudida.
O resultado final é notável: o atoalhado parece quase que foi limpo, como pôde comprovar o Capitão Donatário que já o usou para a sua armadura de Inverno que veio há pouco da naftalina.
E diga-se em abono da verdade que o custo da promoção até é modesto pois este tal ” de Fragrãce” consiste nuns borrifos de eau-de-toilette Shangaï que o Duque comprou a 2€ o garrafão de 3 litros num loja de chineses da Rua Morais Soares. Nada burro...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O tempo é pouco mas os amigos não estão esquecidos

É verdade! Não tem sido possível alimentar este blog com o ritmo que seria desejável, mas mesmo assim os amigos não ficam esquecidos e por isso nestas breves linhas gostaria de vos falar do Museu do Oriente.

Expliquemo-nos: visitei este novo espaço museológico da capital e realmente recomendo. Além da colecção permanente, está em exibição uma interessante exposição de máscaras orientais.

E é aí que entram os amigos!

De facto, aos ver as numerosas peças expostas muitas vezes me lembrei de vários deles.
Mas de todas a que gostaria de recordar é aquela que aqui vos trago hoje: digam lá se não tem parecenças notáveis com o nosso líder! Hem?
Pois, tem um bocadinho de cabelo a mais, de resto...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Telex do Duque de Alvalade a propósito do desaire frente ao Porto

Podre é pouco ... stop ... está nauseabundo ... stop ... felizmente não acompanho modalidade ... stop ... apenas vejo rodapés da TVI ... stop ... vocês não percebem nada de futebol.

Principado da Comenda, em Azeitão

-Sabes, não pude registar o nome completo na Conservatória. Ficou apenas "Principado da Comenda", mas olha que também gosto.

-Ah sim? - inquiriu a Comendatriz sem entusiamo.

-Pois, parece que a "Comenda de Azeitão" já não está disponível porque alguém registou o nome como marca de conserva de atum. Mas podemos sempre dizer que é o Principado da Comenda, em Azeitão.

E para animar a consorte, o Comendador mostrou-lhe a bandeira do nóvel estado que ele próprio criara em Powerpoint e mandara imprimir em tamanho A5 numa loja da especialidade lá para os lados da Baixa da Banheira.

-Faz alusão ao teatro, a arte em que sou realmente exímio! - afirmava o Comendador com orgulho. E explicou depois que o azul claro representa a tranquilidade da Comendatriz e o dourado se refere ao Ervilha pois com a quantidade de carne que come já custou o seu peso em ouro.

A Comendatriz, com um ar grave e sério, ajeitou os óculos e observou o estandarte por alguns segundos. De seguida olhou para o esposo e setenciou:

-Está um belo dejecto!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Comendador pondera declaração unilateral de independência

-Se o governo português reconheceu a independência do Kosovo, então também irá reconhecer as justas aspirações de Azeitão à auto-determinação!
O Comendador tinha posto um ar solene e olhava para o horizonte com um ar confiante e tranquilo. Tinha levado metade das férias a treinar em frente ao espelho e por isso não surpreendia que estivesse a sair-se tão bem.
-Na minha qualidade de líder azeiteiro, sinto hoje a obrigação de encarnar estas justas aspirações e conduzir o nosso povo até à independência.
Instado a pronunciar-se sobre a realização de um referendo sobre a matéria, o Comendador foi categórico:
-Não é preciso. Eu já encarnei e isso é mais do que suficiente!
-Mas não convinha ouvir o povo? - insistiu um jornalista.
-Para quê? Eu até já falei com a minha estremosa esposa que é uma s'per-líder de opinião! O povinho vai por ela, portanto está resolvido, vamos para a independência.
-E qual o sistema político que vão adoptar?
-Muito simples: eu mando no povo e a Comendatriz manda em mim. Mas como por seu lado a Comendatriz é o povo, pode-se dizer que é uma verdadeira democracia popular.
O Ervilha será a oposição: silenciosa, como convém.
-Então e os restantes habitantes da terra? – questionava o jornalista.
-Para já não estão contemplados no projecto. Vamos começar com o território da Quinta da Comenda como àrea libertada e depois logo veremos.
-Mas vai ser uma República ou uma Monarquia? – insistia o outro.
-Um principado. O Principado da Comenda de Azeitão. É bonito, não é?

sábado, 4 de outubro de 2008

A Chegada dos Comendadores

Sorridentes e bronzeados, os Comendadores aterraram esta manhã no aeroporto militar de Figo Verde.
Ao sairem do Falcon da Força Aérea de Azeitão foram saudados pela Banda da Filarmónica "Queijinhos da Terra", enquanto no ar troavam foguetes.

Comendador acenava com o seu ar mais majestoso, ostentando um sorriso adequado à ocasião. Por seu lado a Comendatriz ia cumprimentando os populares, sobretudo as criancinhas que lhe entregavam flores, num gesto previamente ensaiado pelo chefe do protocolo Azeiteiro, que como sabem é o Maioral.

-Aqui d'el Comendador! - gritava o Capitão-Donatário que não perdia pitada destas cerimónias de cariz vagamente monárquico.

Seguiu-se a passagem de revista a uma guarda de honra constituída pelos pastores da Quinta da Comenda, devidamente fardados com traje de campino. O Comendador com ar grave e sério acompanhava o Maioral que era o comandante das forças em parada, enquanto a Comendatriz observava ao longe.

E assim que terminou a cerimónia, os Comendadores apanharam o autocarro e foram comer um bitoque à Portugália da Vasco da Gama.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Comendador e a crise financeira

Raramente participo neste espaço, onde já fui ofendido e vilipendiado por dizer verdades inconvenientes. Porém hoje acho importantante voltar a fazê-lo pois a situação é dramática.
A crise nos mercados financeiros tem estado a devastar profundamente a economia Azeiteira e neste momento já diversos comerciantes tiveram de fechar portas devido à quantidade de calotes em que se meteram por terem vendido a fiado a clientes que hoje estão completamente tesos.
Ao contrário do que possa pensar estes últimos não ficaram em tal estado devido ao consumo de Viagra falsificado adquirido na Internet. Foram sim, vítimas de outros caloteiros que também não lhes pagam ou que lhes pagaram com cheques de terceiros, endossados 3 e 4 vezes e totalmente carecas (isto apesar de alguns dos cheques estarem visados pelo Bardalhoca Bank - que como sabem acaba de falir e ser comprado por tuta e meia pelo Pity Bank).
Por exemplo, na tasca do Jimbrina - que o Comendador frequenta às escondidas da esposa - já não há café porque o fornecedor fechou portas a semana passada, e acabou-se o bagaço devido a ter sido descoberto pelos clientes que a dita bebida também serve para atestar os depósitos das motorizadas e sai muito mais barato que a mistura de 2 Tempos que costumavam comprar à Galp.
A D.Creolina que abastecia de ovos frescos e caseiros a casa dos Comendadores e muitas outras residências fidalgas da terra, deixou de ter ovos para vender pois teve de empenhar as galinhas para poder pagar a conta do cartão Gold do Pity Bank que lhe fora atribuído em Janeiro passado quando de uma visita a um centro Comercial em Lisboa.
E enquanto isto, o Comendador, líder das hostes Azeiteiras, continua calmamente a banhos no Mar Tirreno, ou Egeu, ou lá o que é.
Isto é inaceitável!

domingo, 28 de setembro de 2008

Rescaldo do dérbi - 3

-Então Gonçalvinho gostaste de vir ao futebol com o papá?
-Bué da fixe. O Chicha-pão era o máximo!
-Pois e o Benfica espetou com dois secos nos gajos, heheheh!
O Marquês do Rego ria com satisfação à saída do Camarote VIP/Super-Privado e Reservado. Só era pena ter de se ir já embora porque a festa ainda não estava acabada nem nada que se parecesse...
-Grande golo do Reyes, não achas? - perguntava ao petiz.
-Pois, e só na segunda parte bebi 4 Coca-Colas. Temos de cá voltar!
De alguma forma, o Marquês desanimava-se com o facto de o junior ter olhado pouco para o relvado e ter passado o jogo de volta do buffet e das funcionárias do catering a quem pedia repetidamente as ditas bebidas.
-E o Aimar afinal foi uma boa contratação. Vale bem o que custou! - Insistiu ainda o Marquês para tentar estimular a conversa futebolística.
-Pois, se calhar até é o melhor guarda-redes do mundo - afiançava o junior. E acrescentou:
-Mas boas, boas... eram as gajas das Coca-Colas.

Rescaldo do dérbi - 2

-Tenha calma Titinho que a mãe já 'tá deitada a fumar o seu cigarrinho, por isso não se vai agora levantar para ir buscar o menino e o seu pai ao Colombo.
-Mas o pai não pode guiar. Já fomos ao carro 3 vezes e ele não consegue acertar nos pedais. E de uma das vezes até se sentou no banco de trás!
A Viscondessa da Ponta Delgada começou a ficar irritada. Sugeriu de seguida que apanhassem um táxi mas o filho garantia que o Visconde já gastara o dinheiro todo em Super Bock e Sumóis de laranja para o junior.
Além disso, o pai afirmava que só saía da Portugália quando acabassem de transmitir a repetição do jogo porque "no estádio nunca se vêm bem os foras-de-jogo".
Estavam nesta conversa quando o Visconde começou a rir desalmadamente. O junior ainda pensou que se tratava da 15ª repetição do golo do Sidnei mas o Visconde nem estava a olhar para a televisão: De braço levando apontava para dois indivíduos que dirigiam apessadamente para o lado dos sanitários:
-Olha, olha! É o Duque a mais o primogénito. E já andam de vermelho!

Rescaldo do dérbi - 1

Com andar pesado e um cachecol vermelho arrastando pelo chão, pai e filho avançavam em silêncio pelo passadiço exterior do Estádio da Luz.
Era quase meia-noite e apenas as brigadas de limpeza circulavam pelo recinto do Glorioso, recolhendo os detritos deixados pela multidão que assistira a mais um Benfica-Sporting.
Um dos operadores de contentores julgou mesmo ver lágrimas no rosto pintado de encarnado e branco dos dois adeptos retardatários. O funcionário não se conteve e comentou com cumplicidade ao chefe de família:
-Atão ó patrão, emocionou-se c'a vitória do Glorioso? Pimba-pimba, dois secos! Você deve ter apanhado cá uma narça... Escusava era de ter metido também o puto nos copos! O chavalo vai de rastos. Parece o Paulo Bento!!!
Mas os dois adeptos prosseguiram em silêncio.
-Não respondas. estamos quase a chegar ao Colombo - Dizia o Duque de Alvade para o junior.
-Quando lá chegarmos podemos tirar os disfarces? - pedia o petiz.
-Sim. E se alguém nos conhecer, dizemos que fomos ao cinema ver o Mama mia!
-Pois, futebol é que não. Está uma podridão! - afirmou o jovem Pitinha.
-Podridão completa! - Corrigia o pai.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Chichi ... cama!

... parece que é o que anda a acontecer ao Comendador lá na ilha do Mediterrâneo para onde onde foi mais a consorte.

Aos amigos que o contactam, costuma dar a desculpa esfarrapada de que está em estágio para un peddy-paper a realizar quando do seu regresso a Lisboa e que por isso tem de descansar.

Contudo, fontes bem informadas garatiram-nos que, ao invés, a Comendatriz anda numa roda-viva nocturna por tudo quanto é night da bonita ilha onde se encontram.

-O Tony torceu um tornozelo e por isso não pode dançar. Ele também não é muito dado a essas coisas mas eu é que não vou perder a oportunidade de abanar o capacete e beber umas tequila sunrise, ainda por cima no meio de todo este jet-set!

Poucos acreditarão na insólita afirmação mas quem ouviu garante que é verdade. Mais! Parece que de seguida, a Comendatriz terá acrescentado com ar libidinoso:

-Além de mais... há por cá tantos rapazes jeitosos!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Foto 3 - Em terras do Visconde

Trata-se de um bonito instatâneo captado numa gasolineira em terras do Visconde da Ponta Delgada.

Foi obtido quando o Marquês do Rego andava à procura de mais uma cache numa das zonas mais remotas da bonita ilha e teve de abastecer o depósito do seu bólide.

Desconhece-se se o Marquês apitou.

Foto 2 - As Férias dos Comendadores

Os Comendadores foram finalmente de férias!

Ficamos contentes por saber que vão agora poder descansar, ao fim de um ano de trabalho àrduo e dedicado.

Por exemplo, nas tardes quentes do Mediterrâneo, o nosso líder e respectiva consorte vão poder dedicar-se a uma actividade que muito valorizam: a sesta!
É desta práctica repousante que dispomos já de uma foto de alta qualidade que colocamos à vossa apreciação.

Foto 1 - O Duque e a arte fotográfica

Desde que dispõe de um novo equipamento fotográfico - com teleobjectiva de grandes dimensões - o Duque de Alvalade tornou-se um verdadeiro apaixonado desta arte já centenária.

Aqui o vemos em acção, fotografando uma parada militar na Europa de Leste. Este tipo de desfiles sempre fascinaram o Duque que brevemente até vai passar um fim de semana à Escócia para realizar uma reportagem semelhante numa parada das tropas pára-quedistas escocesas.

A Duquesa já se colou à inicitiva e afiançou (com o habitual brilho no olhar) que quem faz a reportagem é ela porque até tem melhor sensibilidade para os padrões axadrezados que ornamentam os kilts.

E além disso - como ela disse de imediato - parece que debaixo dos ditos kilts, os ditos escoceses usam os ditos ao léu e a Duquesa suspeita que se o Duque fosse confrontado com a visão dos ditos poderia sentir-se menorizado e ficar deprimido a valer.

Palhaçadas ganham "à rasquinha"

É verdade! Foi por uma unha negra que o Marquês ganhou o concurso da foto do mês.
Agora, este bonito exemplar vai fazer parte do conjunto de fotos apuradas para o certame "A foto do ano" que decorrerá por ocasião do aniversário deste espaço. O vencedor receberá um prémio valioso que por ora não iremos divulgar.
E como de costume, iniciamos de imediato a apresentação de nova "Foto do mês"; Será a segunda em Setembro mas penso que todos gostarão!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

As metamorfoses do Duque

- Eu nunca disse que o futebol estava podre! – assegurava o Duque de Alvalade à saida do centro de estética – disse foi que tinha tinha bolor!

- A sério? – questionava-se o Marquês do Rego de GPS na mão – Bom, se tu o dizes... mas a verdade é que não faz grande diferença: podridão ou bolor vai dar tudo ao mesmo!

-Nada disso! O bolor é algo com nobreza e grandiosidade, vê o caso do queijo Roquefort que é um clássico bolorento ou mesmo da penicilina que não passa também de um bolor.

-Pois, isso realmente é verdade – concordou distridamente enquanto deitava mais uma vez o rabo do ollho ao GPS.

-E agora que o Scolari se foi embora, o futebol português nem sequer está bolorento – continuou o Duque enquanto ajeitava o cachecol verde-rubro sobre uma camisa toda modernaça – mas falamos disso noutra altura que agora tenho de ir senão perco o início do jogo.

E partiu com um andar gracioso, deixando o amigo a matutar. O Marquês queria continuar a procurar aquela cache mas estava tão perplexo que não se movia. Então o Duque reconciliara-se com o futebol? Como era possível?

-Só pode ser mais uma modernice... qualquer dia ainda o apanhamos a fumar!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O Regresso dos Viscondes

À saída da aerogare da Portela, os Vicondes da Ponta Delgada estavam apreensivos. Do lado de fora da porta contavam econtrar uma turba de jornalistas com perguntas difíceis acerca de mais uma detenção da Viscondessa - desta feita pelo FBI - da sua passagem por Guantanamo e posterior extradição para território nacional a pedido das autoridades de Azeitão.

Por certo já ninguém se lembraria do reverso da medalha e a imprensa muito menos. De facto, antes de os special agents lhe cairem em cima com 5 pares de algemas, a Viscondessa estivera mesmo à beira de conquistar o lugar de candidata republicana à Vice-Presidência da América. Essa é que é essa!
Só foi pena ter-se lembrado de fumar dentro do Pavilhão do Congressos, o que a tornou de imediato numa perigosa deliquente à luz da legislação local.

Abertas as portas do aeroporto, a surpresa foi imensa. No átrio apenas um jornalista esperava os Ponta Delgada: tratava-se de um assalariado do Marquês do Rego que fora ameaçado com despedimento se não fosse ao aeroporto entrevistar os amigos.

-Não veio mais imprensa? – perguntava o Visconde.

-Não, estão todos am Algés a cobrir mais um assalto violento - respondeu o solitário repórter.

-Coisa grave? Com armas de fogo?

-Sim, fizeram reféns e ameaçam-nos com isqueiros. Exigem sair da frutaria com meio quilo de nêsperas e um repolho, e sem pagar nada.

-Isto está cada vez pior... é uma autêntica onda de criminalidade!

Viscondes brilharam na Convenção Republicana

Apesar de a imprensa portuguesa ter ignorado, os Viscondes da Ponta Delgada estiveram na América, onde foram participar na Convenção Republicana.
Segundo explicou em tempos o Visconde, a opção pelo Partido Republicano deve-se ao facto de ninguém na família gostar muito de Monarquias, apesar de não renegarem o seu título aristocrático porque fica muito bem nos cartões de visita.
Quem deu nas vistas na Convenção foi a Viscondessa que, embora poucos saibam, esteve até ao fim na corrida pelo candidatura a Vice-Presidente.
Era sabido que McCain precisava de alguém mais jovem e do sexo feminino para o acompanhar na corrida à Casa Branca e por isso iniciou uma busca desesperada entre as senhoras com menos de 70 anos presentes na Convenção.
Assim, sem perceber muito bem o que se passava devido às suas dificuldades com o sotaque dos “States”, a Viscondessa foi rapidamente arrebanhada pela organização.
De facto, a combinação do seu aspecto anglo-saxónico e falar latino foi considerado um forte trunfo junto do eleitorado e por isso passou de imediato as primeiras eliminatórias, o que lhe deu uma grande alegria pois estava mesmo convencida que se tratava de um concurso de elegância.
-Ainda bem que trouxe a malinha Dolce & Bacana, heheheheh! – pensava ela com os seus botões – Tá no papo, suas cámones pindéricas!
A Viscondessa foi superando todos os testes, incluindo o discurso com tele-ponto em língua espanhola e chegou mesmo ao confronto final com uma moça do Alaska já entradota mas bem recauchutada. Esperava-se una final renhida.
Nessa altura a Viscondessa acendeu o seu cigarrito para relaxar...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Na sala de reuniões do 16º andar, os Administradores sentiam-se desconfortáveis mas aguentavam firme. O ar condicionado já estava no máximo e as janelas não se podiam abrir por isso não havia nada a fazer para renovar mais rapidamente o ar.
Junto ao ecrã, o Duque de Alvalade explicava os detalhes do orçamento e do plano operacional para o ano de 2009 e estranhava a ausência de questões por parte da audiência.
Terminada a apresentação, a aprovação do orçamento foi imediata e Duque saiu da sala em 3 tempos. Ao passar pelas 3 Secretárias da Administração, comentou com os seus botões:
-Tanta facilidade... Isto cheira-me a esturro!
Respondeu-lhe a D.Etelvina, a mais antiga do trio e normalmente a porta-voz:
-Pois a nós cheira-nos a esterco com morangos.
-E hortelã – acrecentou Cátia Vanessa, a mais nova das três.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Duque explica-se melhor...

-Eu não preciso da fatiota nem do capacete que aliás devem custar um dinheirão. E também dispenso o professor.

-Meu caro senhor, receio que tal não seja possível. São regras muito claras que têm a ver com segurança e com tradição e que são seguidas pelos cavaleiros de todo o mundo! – assegurava o funcionário do hipódromo, esforçando-se para não dar a perceber as náuseas que sentia devido ao perfume de rosas e hortelã.

-Mas eu não quero ser cavaleiro!
-Homessa! Então se me acabou de dizer que se queria increver na equitação?!?!
-Quero increver-me mas não é na equitação, eu só quero ter acesso ao estábulos. É para me espojar e absorver o aroma dos equídeos!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A solução dos problemas do Duque

A brisa suave daquela manhã ensolarada de Setembro espalhava o perfume de rosas e hortelã pelo espaço envolvente ao Duque de Alvalade. Com passo apressado, abandonou o parque de estacionamento junto à Faculdade de Ciências, pensado se teria tempo de resolver tudo e chegar ao emprego ainda a horas da reunião das 2ª-feiras de manhã.

O Duque estava bastante agastado desde que na noite anterior, ao chegar a casa, vira a sua cara-metade colocar de imediato uma mola nariz e fazer comentários depreciativos a respeito dos odores emanados pelo marido. E de nada lhe serviu argumentar que o cheiro era do Pacote que ela própria lhe oferecera; e este facto deixava-o especialmente irritado.

Por isso, ao entrar na recepção do Hipódromo do Campo Grande naquela manhã de 2ª-feira, o humor do Duque começou de imediato a melhorar, antevendo já a resolução do seu problema.

Com um sorriso do tamanho do mundo disse em tom determinado:

-Bom dia. Venho inscrever-me!

Agua de rosas e hortelã

Inicialmente o Duque de Alvalade ficara céptico com mais um presente oferecido pela esposa.

Tratava-se do novíssimo “Pacote de Ultra Modernização - Fase 4 (Urbo-Metro-Pós-Retro)” e pelas contas do Duque devia ter custado uma pipa de massa, a adivinhar pelo aspecto geral das instalações onde o programa decorria e pelo ar do Consultor Pessoal de Imagem que o iria acompanhar durante todo o fim de semana.

Contudo, com o desenrolar das actividades, o Duque foi tomando o gosto pela coisa e começou a sentir-se em casa. É certo que rejeitou uma depilação “à Maioral” e em vez disso optou por fazer umas madeixas nos cabelos do peito para disfarçar algum embranquecimento dos mesmos. Mas de resto fez o programa completo e no Domingo à noite estava já na fase de “acabamentos”.

-Vamos agora terminar, procedendo à aplicação da àgua de rosas e hortelã, parece-lhe bem?
-Isso é à borla? - perguntou de imediato o Duque.
-Já está no pacote, sim.
-Então se já está no pacote, meta lá...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A saga do aniversário da Comendatriz - IV

O cortejo automóvel nocturno até Azeitão foi realmente impressionante.
O Nosso Comendador liderava o pelotão, aos comandos do seu belo popó de matrícula personalizada tão gosto do proprietário.
Fazia pensar naquele desfile pós-nupcial motorizado que os Comendadores nunca quiseram fazer - nem o desfile nem o casamento propriamente dito...

Aliás, o Marquês do Rego assegurava a quem o queria ouvir que a boda continuava a estar em falta! Esta conversa, por ser recorrente, começa já a enfadar o Nosso Líder que anda há algum tempo a pensar em retaliações severas.

Ao final da noite, talvez toldado pela bebida, o Marquês confidenciou a alguns que achava que o Comendador não tinha coragem para quaisquer sanções, por ser “pouco firme” ... ou algo do género.

A meu ver, tratam-se de afirmações irreflectidas, proferiadas a quente e que certamente não reflectem o verdadeiro e profundo “sentir” do Marquês - que é iquestionavelmente o maior seguidor do Nosso Líder e Timoneiro.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Os Marqueses e as Geocaches

Até há pouco tempo os Maqueses do Rego eram leigos na matéria. Hoje são fanáticos desta espécie de caça ao tesouro guiada por GPS.

O Marquês acha-se bastante dotado para a coisa pois já em criança demonstrava inequívoca habilidade para encontrar potes de mel, latas de bolachas e até frascos de compota guardados em recônditos armários - onde os progenitores os julgavam ter ao abrigo da gulodice do então pequenote.

À laia de parêntesis recorda-se que - ao contrário do que muitos pensam - naquela época o Marquês não era conhecido como Reguinho pois ainda não havia ganho o seu título.

Voltando às Geocaches convém referir que todos os fins-de-semana o Marquês reclama a descoberta de cerca de 5 ou 6 destes tesouros escondidos. O que poucos sabem é o que está por de trás deste inusitado sucesso... voltaremos ao assunto!

sábado, 30 de agosto de 2008

Foto do mês (Setembro) Nº3 Palhaçadas do Rego

"Transformar o dia-a-dia numa autêntica palhaçada é mais do que uma vocação, chega a ser uma verdadeira arte!" disse Marcelino Aniceto, revisor da Carris já aposentado e pensador nas horas vagas.

A foto nº 3 é uma imagem clássica desta arte, cheia de magia, cor e alegria que a todos recorda o contentamento de crianças e adultos no mundo marvilhoso e fantástico do circo.

O protagonista é o Marquês do Rego (isto, para o caso de não terem reparado), quanto ao momento e local, estes não poderão para já ser divulgados.
...............
E ainda me falta escrever mais qualquer coisa porque a fotografia ficou comprida como como o caraças e nunca mais consigo encher este maldito quadradinho, por isso aproveito para desejar um bom fim de semana.

Foto do mês (Setembro) Nº2 O Comendador e o falo

Antes não fosse mas a verdade é que é ... o nosso Comendador.
Desconhece-se se o Nosso líder e Timoneiro procurava algo que lhe interessava naquela zona da estátua ou se simplesmente pretendia funcionar como elemento fálico da mesma.
Trata-se da foto nº2...




Foto do mês (Setembro) Nº1 O Duque vai ao aterro sanitário

Não precisa comentários.

É o conhecido certame da foto do mês que está de volta e desta feita o Duque de Alvalade protagoniza a Foto nº1 com uma bonita imagem da sua ida ao aterro sanitário.

Com condução precisa e sentido de orientação apurado, o Duque foi parar às canas pois é esse o caminho mais curto para a lixeira.

Por momentos foi um verdadeiro líder...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Foto de Cê éFe Bi gera protestos de comunidade religiosa

Na comunidade azeitonense consta que Cê éFe Bi pretende converter-se a uma religião, tendo iniciado essa conversão pelo aspecto físico.
Entretanto, a divulgação de uma das suas mais recentes fotos, causou a mais profunda indignação junto da comunidade religiosa que considera a foto como uma ultrajante e blafémica imitação da imagem da principal referência dessa religião.

- Os seios do blasfemo são muito mais proeminentes ...

Interrogado sobre o assunto Cê éFe Bi respondeu de forma decidida:

- A fotografia pode ser polémica, mas ... pelo menos eu não sou verde !

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A saga do aniversário da Comendatriz - IV

Uma lágrima profunda escorria pela venerável face da Comendatriz. Sentia-se muito sensibilizada com a inesperada presença dos seus acólitos no jantar do seu aniversário e particularmente emocionada pelo esforço que fizeram de se vestirem de forma adequada ao elevado nível do restaurante.
Entusiasmado e sempre prazenteiro, o Comendador sugeriu de imediato que se juntassem as mesas:
-E talvez eu pudesse até fazer um pequeno número de sapateado em cima da mesa, por exemplo...
Mas ante o olhar fulminante da esposa, o nosso líder vacilou e remeteu-se ao seu terço de bitoque mal passado.

Donatário fala às massas

- Após passar o mar dos Sargaços houvemos vento a favor e mar chão e ao fim de 2 dias avistámos estas ilhas onde nunca outros homes haviam estado. Nem cristãos nem gentios!
O Capitão-Donatário sentia que tinha captado a atenção da assistência por isso prosseguiu inebriado:
- E posto que navegava com minha Moura e numerosos serviçais, houve por bem lançar ferro por alguns dias para folguedo dos demais e por mor de reparar o cordame e o casco que
muito sofrera com borrascas.
Em verdade vos digo, que esta terra que achei no mar Oceano é fértil e mui própria para apascentar gado mas tem grandes mistérios nas suas profundezas pois que em muitas partes jorra de suas entranhas um fumo de cheiro fétido que só pode indicar que o Demo por lá anda à solta.

O silêncio era agora sepulcral. O Donatário aproveitou para dar largas à sua criatividade.
- Mas quis o Senhor que padecessemos grandes tormentos antes de pôr pé em terra firme. Vieram monstros marinhos maiores que embarcações e eu tive de me lançar ao mar para os afugentar. E vieram sereias com seu canto doce mas minha força e temperança ajudaram-me a subir aos altos penhascos para que elas me não pegassem.
Foi então que outro cliente do café se levantou e se dirigiu ao Donatário. Tinha um olhar esgazeado, longas barbas brancas e certamente pouco asseio mas falava com voz possante e segura:
- Eu creio que o estou a reconhecer, você é o Pedro Álvares Cabral! Não se lembra de mim? Sou o Vasco da Gama! Não era o senhor que costumava jogar à sueca comigo, com o Gil Eanes e o Fernão de Magalhães naquela tasca da Avenida do Brasil? Mesmo no cruzamento com a Avenida de Roma!