sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Marto e os bois

O negócio de Marto ia de vento em popa. As clientes eram às dúzias, o serviço era leve e podia ser realizado em paralelo com outra ocupação mais convencional.
Isto interessava a Marto que há mais de uma década era Maioral do gado na Quinta da Comenda de Azeitão e passava a maior parte do tempo na lezíria, o que lhe permitia manter este tipo de chamadas com a máxima discrição.
Em Azeitão, o maioral tinha fama de duro, possivelmente porque as suas horas livres eram passadas também com os bois, pois era forcado do grupo dos Amadores de Azeitão.
E nem sequer era um qualquer forcado mas sim cabeça de cartaz do grupo, estatuto que conquistou à conta de muitas marradas. A quem desafiasse o seu protagonismo gostava de dizer:
Os touros? Gosto de pegá-los é “em pontas”!

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