Saindo do seu porto de Massamá, velejou o capitão-donatário a mando do Comendador por mais de trezentas léguas com ventos norte, em busca das terras mais distantes da sua capitania.E a dez dias de Páscoa arribou às costas da Guiné, onde houve língua com os nativos e se proveu de mantimentos para o resto da viagem.
Após muitos trabalhos e infortúnios sofridos nas águas do mar Oceano, prouve a Nosso Senhor que chegasse a salvamento na cidade moura de Mombaça, onde lhe deram agasalho e refrigério a troco de panos garridos, guizos e de artes pouco recomendáveis das quais não felizmente não ficou relação escrita.
Aí determinou o capitão de se recolher por algumas semanas por entender ser mais avisado evitar a monção. E os mouros de Mombaça, agradados pela sua presença, o banquetearam mui largamente nos tempos em que pousou com eles.
Quis então a Providência que num triste final de tarde, o capitão topasse uma Moura encantada.
(continua)
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