segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Os deuses do futebol traíram o Duque

O jogo acabara há escassos 15 minutos. Os adeptos saíam em festa e começavam a rodear a roulote pedindo cachorros e sandes de couratos. Não muito longe dali, sentado em cima de um maço de comunicados de apoio à sua candidatura à presidência, o Duque de Alvalade estava de cabeça perdida, sem saber se havia de rir se chorar.
Nos dias anteriores estava tão certo da derrota do seu Sporting que mandara imprimir 80 mil comunicados (tantos quantos ele acredita sejam os sócios do Sporting) invectivando o usurpador presidente por mais uma derrota e clamando pela convocação imediata de eleições onde ele surgiria como o candidato providencial.
Ele que desde os 12 anos seguia os jogos do seu clube, antes no estádio e mais recentemente nos rodapés dos telejornais, ele que se considerava a si próprio como um dos, senão o maior especialista em Portugal no tema, tinha sido traído pelos deuses do futebol. Já não bastava o Benfica ter ganho em Guimarães consolidando-se no 2º lugar, também o Sporting ganhara aos tripeiros e ainda por cima por 2 a 0.
Fazendo uso da capacidade de encaixe que desenvolveu ao longo de 18 longos anos, pragmático, avançou no sentido da roulote. Era preciso convencer o seu locatário a comprar-lhe os comunicados. Sempre poderia usá-los para embrulhar os cachorros ...

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