Há mais de doze semanas entre as gentílicas gentes de Mombaça, o mui arrazoado capitão decidiu por fim levantar ferro e rumar às terras mais distantes da sua capitania de Massamá.Em boa hora o fez, pois por obra de seus desvarios com a Moura ganhou os rancores de um mercador da sua raça que também lhe cortejava a formosura. Este mercador era cunhado do vizir, homem vil e poderoso.
E assim, em dia de Santa Iria, o capitão e a sua Moura zarparam de Mombaça, enquanto nas praças da cidade se lia o decreto que os condenava a trinta açoites nas nalgas e a degredo de dez anos na ilha dos Eunucos.
Enquanto a aragem lhe enfunava as velas da nau, o capitão dava agora graças à vontade divina do Rei dos céus que obrara a sua salvação e arrependeu-se de seus grandes pecados em terra dos gentios.
Fez por isso jejum e penitência durante toda a jornada, o que achou suficiente para expiação plena da sua culpa.
E sentido sua alma limpa, assim que caíram as trevas dirigiu-se ao castelo da popa onde a Moura o aguardava com toda a sorte de iguarias.
(continua)
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