sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Violência Doméstica - 1

O Comendador veio a público apresentar o seu testemunho relativamente à violência doméstica. Aqui deixamos um extracto da sua entrevista ao Diário Azeiteiro.
CA- É importante que as pessoas que tenham passado por esta situação ultrapassem as inibições e ajudem a divulgar publicamente o problema e as soluções para o mesmo. Durante muitos anos sofri em silêncio até que tive a coragem de apresentar queixa às autoridades.
Instado a divulgar detalhes sobre a violência a que era sujeito pela Comendatriz, apontou o dedo a diversos utensílios de cozinha tais como colheres de pau e o proverbial rolo da massa que nas mãos da Comendatriz se tranformaram em instumentos de tortura.
CA-Eu sei que às vezes mereço porque sou desobediente mas ela exagerava chegou a deixar-me todo negrinho, por isso resolvi denunciá-la às autoridades.
DA-Foi portanto às autoridades e queixou-se que a sua esposa...
CA-Esposa não, porque não somos casados. É uma amiga.
DA-Queixou-se então à GNR que a amiga com quem coabita lhe batia, é isso?
CA-Nada disso, essa opção é muito morosa e exige papelada.
DA-Mas nesse caso qual é a solução?
CA-Eu optei pela ASAE e estou encantado com o serviço. É rápido e eficiente! Até algemaram a Comendatriz e apreenderam-lhe logo as armas de tortura. Ela apanhou cá um cagaço....
DA-Mas apresentou à ASAE uma queixa de violência doméstica?
CA-Eu? Não! Nem pensar. Apresentei queixa só das colheres de pau e do rolo da massa. São de madeira, não é higiénico...
Foi uma limpeza. Acabaram-se as nódoas negras e passei ser uma pessoa mais feliz e por isso até já me porto melhor e sou mais obediente.
Agora até acredito que um dia ela aceite casar comigo e tudo. A mim dava-me jeito porque pelo menos acabava-se o falatório, sabe como são os meios pequenos: tudo se sabe... é uma coscuvilhice pegada
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