terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Porque é que não nos casamos ?

Custava-lhe voltar a este tema, mas a verdade é que apesar de passados tantos anos, ele continuava a sofrer por viver amancebado.

Por uma razão qualquer que lhe escapava, a Comendatriz quando apertada contra a parede para assumir a relação com ele, apenas aceitara uma encenação de casamento.

Contrataram um conjunto de ex-colegas das lides cénicas do comendador e fizeram um simulacro de casamento. Não deixou de ser uma cerimónia bonita, dado que os actores até não eram maus de todo (o facto de serem absolutamente desconhecidos do público contribuiu para tornar a encenação mais convincente) .

Mas ele sempre sonhara com uma cerimónia faustosa com milhares de convidados, com artistas de circo e declamadores de poesia. Um lanche frugal (mais um ponto de desentendimento com a comendatriz) servido pelo mundialmente famoso Senhor Albuquerque, e a partida sob a luz do por de sol para uma lua de mel maravilhosa no parque de campismo da Costa da Caparica.

Nestes anos, sempre que ele lhe fazia a pergunta “Porque é que não nos casamos ?” ela respondia sempre com um evasivo. “Eu também te amo muito, mas agora tenho de ir pois deixei a correr a água do banho para o Ervilha”.

Cerca de dúzia e meia de anos e idêntico número de centímetros de cintura a mais, o Comendador começava a impacientar-se e achar que ela só queria mesmo era usufruir do seu corpo sem no entanto assumir um compromisso de futuro.

1 comentário:

Anónimo disse...

o gaijo é frouxo. Um homem a sério pregava-lhe uma arrochada nas fuças, e a ver se ela nao casaba.